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O Zimbabué Tenciona Vender Diamantes De Marange

  • Paulo Oliveira

O Zimbabué Tenciona Vender Diamantes De Marange

O Zimbabué Tenciona Vender Diamantes De Marange

o Zimbabué necessita das receitas das pedras preciosas dos campos controversos de Marange para estimular a economia

O ministro das Minas do Zimbabué tenciona vender diamantes do controverso campo de Marange. Os responsáveis internacionais do sector de diamantes estão reunidos esta semana em Tel Aviv para debater sobre a eventualidade de permitir a exportação daquela mina do Zimbabué, palco de violência, de corrupção e trabalhos forçados.

O ministro das Minas afirmou aos cerca de 70 delegados presentes na conferência do Processo de Kimberley que o Zimbabué necessita das receitas das existências de pedras preciosas dos campos controversos de Marange para estimular a economia.

O Processo de Kimberley é a organização mundial que protege contra a venda dos denominados diamantes de sangue.

Durante a conferência o supervisor zimbabueano do Processo de Kimberley apresentou um relatório indicando que o governo do presidente Robert Mugabe está em conformidade com os critérios para a venda de diamantes do campo de Marange.

Segundo uma declaração da Industria Israelita, os delegados da Rússia, da Índia e a totalidade dos delegados africanos, excepto os da África Ocidental, fizeram campanha a favor dos diamantes de Marange para que obtenham a certificação do Processo de Kmberley no sentido da exportação legal.

A Human Rights Watch afirma que o Zimbabué deve ser suspenso do Processo de Kimberley por ter cometido atrocidades contra alguns mineiros da área de Marange. Sustenta ainda que as pedras preciosas daquele campo devem ser consideradas diamantes de sangue.

A Parceria África Canadá que contribuiu para a formação do Processo de Kimberley adianta que os diamantes de Marange são controlados pelos militares de Mugabe, e que um tal controlo pode minar o governo e desestabilizar a região.

Desconhece-se o valor das pedras preciosas de Marange, mas o ministro das Minas indicou a um diário de Harare que a existência pode valer entre 32 milhos e um bilião e setecentos milhões de dólares.

Um especialista em diamantes de Londres indicou que o valor das pedras não pode ser calculado enquanto não for feito o trabalho geológico e de prospecção dos campos de Marange.

Para complicar ainda mais a questão encontra-se a disputa de propriedade entre duas companhias sul-africanas e um das Maurícias que exploram partes das minas.

Segundo a Human Rights Watch a maior parte das pedras preciosas de Marange que foram vendidas têm sido contrabandeadas para o exterior do Zimbabué e adquirida em Moçambique por estrangeiros.

O governo do Zimbabué sustenta que desde 2006 aquando da descoberta de diamantes, não obteve qualquer dinheiro da venda das pedras preciosas.

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