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Conduzir A Economia Mundial A Uma Recuperação Forte

  • Paulo Oliveira

Conduzir A Economia Mundial A Uma Recuperação Forte

Conduzir A Economia Mundial A Uma Recuperação Forte

representam oitenta por cento do volume económico global e oitenta por cento do comércio mundial

Dirigentes das vinte maiores economias do mundo vão reunir em Toronto, no Canadá, no sábado e no domingo, para debater a melhor forma para conduzir a economia mundial a uma recuperação forte.

Os chefes de estado e os principais responsáveis finanças podem vir a debater as divisas, questões de comercio e défices, proceder ao exame da crise da divida europeia, e preparar melhor regulamentação das empresas financeiras, os impostos sobre os bancos entre outros assuntos.

As nações que vão reunir em Toronto representam oitenta por cento do volume económico global e oitenta por cento do comércio mundial.

A crise financeira global demonstrou a necessidade de encontrar melhores formas de regulamentar as empresas financeiras, mas não como o obter.

Alguns ministros das Finanças estão a solicitar que os bancos emprestem apenas uma porção mais pequena dos seus fundos e mantenham mais verbas disponíveis para o caso de um empréstimo ou investimento não se concretizar.

Outras ideias vão no sentido de limitar o volume do dinheiro emprestado, que as empresas financeiras podem utilizar e encontrar forma de enfrentar as empresas financeiras falidas para minimizar os danos para o resto da economia.

Jose Vinals do Fundo Monetário Internacional espera que os dirigentes que se deslocam a Toronto venham a decidir sobre se aplicar impostos aos bancos para pagar os custos de futuros problemas financeiros.

Vinals sustenta esperar que os dirigentes venham a adiar decisões sobre outros assuntos.

“Toronto vai ser uma altura crucial para examinar onde se regista progresso, no sentido de continuar a avançar com a agenda de regulamentação para que as decisões finais sejam assumidas em Seul”.

O especialista de regulamentação financeira Sebastian Mallaby considera crucial que as diferentes nações dos Gê Vinte trabalhem juntas para controlarem as empresas financeiras.

Segundo Mallaby as instituições financeiras operam através das fronteiras, são multinacionais e globais, por isso tem de existir regras globais para lidarem com elas.

O mesmo especialista sublinha que a cooperação internacional pode esbater-se com o regresso das trocas comerciais e muitas economias comecem a recuperar da crise financeira de 2008.

O economista Fred BERGSTEN do Instituto de Economia Internacional Peterson indica que a crise da divida europeia vai estar nas atenções da agenda dos Gê Vinte e representa um aviso a outras nações.

“Os Estados Unidos e outros países enfrentam crises similares, numa escala de menor dimensão. Se os problemas não forem corrigidos podem ser da mesma dimensão dos outros países com défices”.

Os responsáveis das oito nações mais ricas e mais industrializadas, conhecido pelo Grupo dos Oito, vão ter uma abordagem preliminar destas questões no encontro de sexta-feira e de sábado numa estação turística do Canadá, situada a pouca distância do local de encontro dos Gê Vinte, em Toronto.

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