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Festa de homenagem a Eduardo dos Santos não chega aos 500 mil esperados


Festa de homenagem a José Eduardo dos Santos, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda

Festa de homenagem a José Eduardo dos Santos, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda

Dezenas de milhares concentraram-se no Estádio 11 de Novembro, para homenagearem cabeça de lista do MPLA

A festa de homenagem a José Eduardo dos Santos era - de acordo com os organizadores - para 500 mil pessoas, mas a participação ficou muito aquém desse número.

O Estádio 11 de Novembro, com capacidade para cerca de 60 mil pessoas não estava totalmemnte cheio, e a multidão no parque de estacionamento virado a Oeste - onde estava montado um segundo palco para a música - não encheu metade do recinto.

O presidente angolano e a mulher, saudaram os milhares de militantes que o compunham o interior do estádio, antes de se dirigirem ao exterior, onde muitos te tinham congregado junto a um palco de música.

A festa mobilizou músicos como Yuri da Cunha, W. King e Yola Araújo que foram animadamente aplaudidos pela audiência onde se contavam muito jovens e adolescentes. O aplauso para o presidente exigiu algum esforço do palco, onde o mestre-de-cerimónias - dirigente do MPLA Bento Bento - exortava as massas a dar vivas, bater palmas e abanar os cachecóis.

Festa de homenagem a José Eduardo dos Santos, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, 23 de Junho de 2012

Festa de homenagem a José Eduardo dos Santos, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, 23 de Junho de 2012

O Presidente, que segundo Bento Bento estava no local e em breve se iria dirigir aos seus apoiantes, acabou por não falar e a organização não explicou porquê. Isso não desanimou quem foi à festa para apoiar José Eduardo dos Santos.

Um homem na casa dos vinte anos, disse à VOA que queria agradecer ao presidente tudo o que fez pelo país. Reconhece que as dificuldades e inquietações são muitas, mas admite que seriam piores com outro dirigente.

Para além da música havia uma zona de petiscos, que ajudava a manter os mobilizados no local, entre adolescentes, jovens, militantes, do MPLA e da OMA e funcionários públicos, que foram transportados em autocarros fretados, candongueiros ou nas suas viaturas pessoais. Mas nem todos os que assistiam eram do MPLA.

Um dirigente do PSR, Joaquim Nafoia, foi para ver, constatar e informar o seu partido. Nafoia questionou o sucesso da acção, pois, apesar de concorrida, ficou aquém dos números que se antecipavam.

Uma lição em mobilização abaixo da expectativa que serve de exemplo a outros partidos.

As eleições estão marcadas para 31 de Agosto. Se o problema foi logístico ainda se pode corrigir o tiro; se foi falta de motivação, é um problema mais delicado para o partido no poder.

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