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Adiada manifestação estudantil contra milícia pró-governamental

  • António Capalandanda

Foi adiada para data incerta uma manifestação de jovens, em três províncias de Angola, destinada a exigir ao Estado, medidas contra as milícias que atacam manifestantes não-governamentais. Isto porque o anúncio da manifestação foi mal recebido pelas autoridades.

Adiada manifestação estudantil contra milícia pró-governamental

Foi adiada para data incerta uma manifestação de jovens, em três províncias de Angola, destinada a exigir ao Estado, medidas contra as milícias que atacam manifestantes não-governamentais. Isto porque o anúncio da manifestação foi mal recebido pelas autoridades.

Alguns membros do autodenominado Movimento Revolucionário Estudantil, começaram a ser alvo de intimidações, depois de terem convocado manifestações para este sábado, para exigir responsabilização criminal da milícia que tem vindo a reprimir manifestantes.

Hugo Kalumbo, um dos líderes da manifestação, disse à Voz da América que, por causa das pressões exercidas – e citamos – “pelos capangas de José Eduardo dos Santos”, os membros do Movimento Revolucionário decidiram adiar os protestos para uma data a indicar.

Alega que o adiamento irá permitir aos protestantes encontrar mecanismos de segurança para lidar com as ameaças e riscos.

As ameaças de morte, raptos e agressões contra os jovens, segundo Kalumbo, intensificaram-se apos a divulgação do plano dos protestos de sábado, através da VOA.

Como alternativa, acrescentou a fonte, este sábado os jovens irão sair as ruas para distribuir panfletos do Movimento Revolucionário Estudantil e realizar campanhas de sensibilização ambiental, drogas e álcool.

Questionado sobre a detenção do rapper angolano Luaty Beirão ao fim do dia 11 de Junho, no Aeroporto da Portela, em Lisboa, onde desembarcou proveniente de Luanda, Kulumbo, desafiou José Eduardo dos Santos a negar o seu envolvimento neste caso.

Refira-se que, a manifestação seria realizada em simultâneo nas províncias angolanas de Benguela, Huambo e Luanda.

Os protestos tinham sido programados para decorrerem defronte as instalações da TPA – Televisão Publica de Angola – que segundo ele tem promovido esta milícia.

Um grupo descrito como milícias pró-governamentais, tem vindo atacar os organizadores das manifestações contra José Eduardo dos Santos, resultando em ferimentos graves e raptos.

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