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Existia a democracia no Reino do Kongo - Historiador

  • Pedro Dias

Patricio Batsikama

Patricio Batsikama

Novo livro revela origens e história do Reino do Kongo

História do Congo

A democracia existia no reino do Kongo, diz um historiador que acaba de publicar um livro sobre este afamado reino africano.

“O Reino do Kôngo e a sua Origem Meridional” é o título do livro de cariz científico, do Historiador e Crítico de Arte angolano Patrício Batsîkama, colocado no mercado literário no passado mês de Abril, em Luanda.

No livro, disse, tento explicar “algumas dinâmicas das migrações das populações de Angola”, fazendo notar a existência de um reino centralizado no que é hoje o sul de Angola.

Na sua entrevista á Voz da América o historiador faz notar que no reino do Kongo “existia a democracia”, resultado de uma divisão entre famílias dos poders legislativo, militar e executivo.

Editada pela Universidade Editora, a obra contêm 329 páginas e está composta por sete capítulos: Estruturas e Instituições do Kôngo, Será!Kung Origem do Kôngo?, As origens do Kôngo e a Arqueologia, Origem do Reino do Kôngo Segundo os dados Religiosos, As Origens de Acordo com o Calendário Kôngo, Da Descoberta ao Declínio do Kôngo, Origem do Reino do Kongo e a sua história.

Patrício Batsikama diz que o livro aborda, entre várias questões, as instituições territoriais e políticas do reino do Kongo (poder militar, executivo e Legislativo), bem como um retrato da comunidade bosquimanes .

Do seu ponto de vista, quem escreva sobre a história de Angola deve ter em conta o Reino do Kongo, pois é inevitável e foi aí onde começou a descoberta de Angola e da África Central, na época os descobrimentos.

A obra terá uma tiragem de dois mil exemplares e, segundo Patrício Batsîkama, é o resultado de uma pesquisa iniciada em 1994 para a monografia de fim do curso de bacharelato em História, feita na República Democrática do Congo (RDC).

Em 2010, Patrício Batsîkama publicou “As Origens do Kôngo”, primeiro volume sobre este tema, sendo que um ano antes, em 2009, publicou “Etonismo, Filosofia da razão tolerante”.



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