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Secretária de Estado Hillary Clinton desloca-se a África

  • Paulo Faria

Secretária de Estado Hillary Clinton

Secretária de Estado Hillary Clinton

Aumentar o comércio, desenvolvimento e segurança regional serão as principais prioridades para a secretária de Estado Hillary Clinton na sua viagem a África no final desta semana.

Aumentar o comércio, desenvolvimento e segurança regional serão as principais prioridades para a secretária de Estado Hillary Clinton na sua viagem a África no final desta semana.

Após uma paragem nos Emiratos Árabes Unidos para discutir a Líbia, a secretária Clinton segue sexta-feira para África, concretamente para a capital da Zâmbia, Lusaca.

Na capital zambiana Clinton vai participar num fórum ministerial da Lei de Oportunidade e Crescimento em África (AGOA) que fornece tratamento preferencial comercial, tais como isenção de taxas aduaneiras, para alguns produtos africanos.

J. Peter Pham, um especialista em África no Conselho Atlântico, uma organização sedeada em Washington, disse que a participação de Hillary Clinton no fórum ministerial da AGOA tem muito significado:

“Sempre que altos funcionários americanos centram as suas atenções em África, isso é muito importante porque África sofre muitas vezes de falta de atenção em Washington. Para os nossos altos funcionários com muitos e variados desafios e crises no mundo, a menos que haja uma calamidade ou algum outro desastre em África, a África não merece atenção.”

Pham afirmou que gostaria de ver a AGOA, nas suas palavras, “reestruturada” para encorajar mais investimento americano em África e mais bens manufacturados africanos importados, para além do prevalente sector energético.

O especialista em Desenvolvimento, Raymond Gilpin, no Instituto de Paz dos Estados Unidos, partilha aquelas preocupações, dado que os produtos petrolíferos representam mais de 90 por cento do valor total das importações AGOA pelos Estados Unidos.

Depois da Zâmbia, Hillary Clinton visita a Tanzânia, que assinou em 2008 um programa para cinco anos de cerca de 700 milhões de dólares com o governamental Millennium Challenge Account. O dinheiro está a ser utilizado para reduzir a pobreza e estimular o crescimento económico com investimentos nos transportes, energia e água.

A paragem seguinte será a Etiópia, um longo aliado dos Estados em matéria de segurança na volátil África Oriental.

O recomeço da violência entre norte e sul sudaneses assim como da luta em curso na Somália são preocupações partilhadas pelos Estados Unidos e a Etiópia.

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