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Os índices de fertilidade assim como a projecção do crescimento da população futura são muito mais altos em África do que em qualquer outra parte do mundo. Um novo relatório de uma organização baseada no Quénia afirma que em alguns países africanos, a vontade política, as preocupações sobre saúde materno-infantil assim como mais fundos estão a ajudar a desenvolver um planeamento familiar efectivo.

África apostada no planeamento familiar

Os índices de fertilidade assim como a projecção do crescimento da população futura são muito mais altos em África do que em qualquer outra parte do mundo. Um novo relatório de uma organização baseada no Quénia afirma que em alguns países africanos, a vontade política, as preocupações sobre saúde materno-infantil assim como mais fundos estão a ajudar a desenvolver um planeamento familiar efectivo.

O planeamento familiar, destina-se a controlar o número de filhos que as mulheres tenham, varia desde usando métodos naturais ao uso mais elevado de contraceptivos, até mais controversamente fiar nos abortos.

O Instituto Africano para a Política de Desenvolvimento, sedeado em Nairobi, apresentou terça-feira em Washington, no Centro Internacional para Académicos Woodrow Wilson, um relatório intitulado “África em Movimento”. O subtítulo do relatório tem por título “O Papel da Vontade Política e o Empenhamento na Melhoria do Acesso ao Planeamento Familiar em África”.

Um dos autores, Violet Murunga, disse ser essencial que um país tenha uma liderança defensora da causa do planeamento familiar, tendo mencionado o importante papel que o presidente Paul Kagame desempenhou no Ruanda:

“Ele fala sobre planeamento familiar em acontecimentos públicos, e para além disso, o planeamento familiar está entrincheirado no sistema de governação, porque está incluído como uma prioridade de desenvolvimento nacional.”

O relatório nota que nos últimos anos o uso de contraceptivos entre mulheres casadas no Ruanda aumentou de 17 por cento para 50 por cento, enquanto os índices de fertilidade baixaram.

Um outro país onde os índices de fertilidade têm vindo a cair é a Etiópia. O governo etíope tem ligado a promoção do planeamento familiar à redução dos níveis elevados de mortalidade materno-infantil.

Violet Murunga sublinhou também que o governo do Malawi pela primeira vez incluiu o planeamento familiar no seu orçamento, apesar de a prática ter uma vez sido oficialmente banida no país. Disse ser importante comecem a falar não apenas sobre planeamento familiar, mas também gastar verbas em programas para a sua implementação.

Steve McDonald, o anfitrião do evento e director para África do Centro Wilson, afirmou que parcerias entre governos e organizações religiosas, que algumas vezes fornecem a maior parte dos serviços de saúde em áreas remotas, são também cruciais. Apontou o exemplo do Ruanda onde em alguns casos postos de atendimento de planeamento familiar foram colocados perto de clinas católicas, apesar de promoverem métodos diferentes de planeamento familiar:

“Obviamente, se começarem a estabelecer serviços para planeamento familiar e ignorarem a liderança da igreja católica, isso vai criar terreno para uma batalha real. Em vez disso, autorizam a terem os seus próprios serviços de aconselhamento e tem o serviço para o planeamento familiar na porta ao lado, para que todos concordem sobre isso e não haja confrontos.”

Clérigos católicos e líderes de outras religiões em África opõem-se ao uso de contraceptivos e de abortos para limitar o tamanho das famílias.

Até ao final deste século, as Nações Unidas estimam que a partilha de África da população mundial aumentará dos actuais 12 por cento para perto de 33 por cento. As Nações Unidas projectam que a actual população mundial de sete mil milhões de pessoas subirá acima dos 10 mil milhões em 2100.

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