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Angola: Bloco Democrático receia adiamento das eleições

  • António Capalandanda

Presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, em Benguela

Presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, em Benguela

Justino Pinto de Andrade disse que a imposição de Manuel Vicente como segunda figura do MPLA pode motivar atrasos eleitorais

Eleições angolanas poderão ser adiadas

As eleições de 31 de Agosto em Angola poderão ser adiadas se José Eduardo dos Santos não conseguir impor Manuel Vicente como número dois na lista do MPLA.

A opinião é do presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, e foi ouvida pelo correspondente da VOA em Benguela.

Justino Pinto de Andrade disse que a imposição de Manuel Vicente como segunda figura da lista do MPLA – e futuro substituto de Eduardo dos Santos - ainda não é consensual.

De visita a Benguela, Andrade disse que existem resistências internas no partido no poder, o que pode levar José Eduardo dos Santos a protelar a realização do próximo pleito eleitoral.

“ O MPLA teria algum interesse em protelar as eleições se por acaso tivesse dificuldades em impor a segunda figura da lista.”

A nomeação de Manuel Vicente para o cargo de ministro de Estado para a Coordenação Económica, é descrita na imprensa como uma resposta a objectivos políticos de José Eduardo dos Santos.

Essa nomeação é apontada como sinal da preferência que dos Santos lhe confere, para futuramente o substituir na chefia do Estado e do MPLA, afastando a ala histórica da guerra da independência.

O cargo proporciona a Vicente condições políticas e notoriedade social para começar a afirmar-se como substituto do actual presidente.

Justino Pinto de Andrade, advertiu que, apesar dessa condicionante, Eduardo dos Santos pretende tornar o processo eleitoral irreversível uma vez que tem toda maquina montada para a fraude eleitoral.

“Conforme as coisas estão armadilhadas, eles têm interesse em fazer já, tudo está programado, antes que se desarmadilhe faz-se já” disse Pinto de Andrade acrescentando que “ao tornar-se o processo irreversível condiciona-se a acção dos outros actores, mesmo que a oposição tentasse remar contra mare já não seria possível.”

Justino Pinto de Andrade criticou a comunidade internacional pelo descaso que faz em relação as eleições em Angola, afirmando que isso resulta da “maldição do petróleo”.

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