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Nigéria recebe ajuda externa para lutar contra a Boko Haram

  • Heather Murdock

Human Rights Watch indica que a Boko Haram já terá morto mais de mil pessoas desde o início dos seus ataques contra o governo em 2009

Human Rights Watch indica que a Boko Haram já terá morto mais de mil pessoas desde o início dos seus ataques contra o governo em 2009

Barcos, helicópteros e aviões de combate fazem parte das novas aquisições e apetrechos do governo de Abuja para derrotar a seita islâmica radical

Nigéria apetrecha-se na luta contra Boko Haram

Enquanto alguns políticos estão a falar em conversações com Boko Haran,os militares nigerianos se preparam para entrar em luta com o grupo militante Boko Haran.

Numa reportagem de Heather Murdock enviada de Abuja, ele afirma que 17 países assinaram pactos de ajuda à Nigeria na luta pela sua segurança, contra o grupo militante.

Os militares nigerianos estão a adquirir novas unidades navais e helicópteros e a reparar os seus jactos de combate.Num discurso em Abuja,o Ministro de Defesa nigeriano, Bello Haliru Mohammed, disse que o treino e retreino do pessoal militar constitui alta prioridade nacional, tendo em conta as ameaças à segurança na Nigéria.

O ministro disse que a Nigeria assinou pactos militares com 17 países para ajudarem a Nigéria na luta contra os ataques atribuídos ao grupo extremista Boko Haram.

Acredita-se que o grupo terá causado a morte a mais de um milhar de pessoas desde que lançou as suas operações de violência em 2009,assaltando igrejas, mercados, escolas, forças de segurança, a sede local das Nações Unidas e redacções dos jornais.

Wole Olaoye, analista político dos jornais da liderança nigeriana, disse que a assistência estrangeira poderá ajudar a Nigeria a beneficiar das lições doutras nações. Mas disse que a insurreição clandestina que a Nigeria enfrenta é uma novidade e que a Nigéria não deve concentrar a sua atenção apenas em varias formas, já conhecidas, da sua segurança, mas ainda procurar novas soluções e criar maior dependencia na tecnologia.

Tal como muitos nigerianos, Olaoye insiste em que a Nigeria não deve aceitar assitência estrangeira à custa da sua soberania.

“Sou de opinião que a tecnologia poderá ser aplicada onde possa ser útil, ajudando os dirigentes, se for necessário, a aplicar métodos tecnológicos e outras formas à sua disposição, se for preciso. Mas, se a cooperação for ao ponto de exigir que a Nigeria desempenhe um papel secundario em qualquer forma de ajuda, venha donde vier, tal ajuda não será aceite.”

Outros analistas afirmam que quanto mais se espera que Boko Haram realize os seus ataques,mais necessario se torna que o resto do mundo esteja preocupado pela segurança. Adang Alibi, outro analista político nigeriano,afirma que se Boko Haram continuar a operar na Nigeria, o grupo poderá ramificar-se tal como acontece com a al-Qaida.

“Se permitirmos que um grupo como Boko Haran crie bases para o treino de terroristas, tornar-se-á mais sofisticado, constituindo maior ameaça para os outros países.”

Alibi é de opinião que a Nigéria deve preocupar-se também da ajuda militar estrangeira tendo em conta que Boko Haran é o resultado de problemas sociais, tais como a extrema pobreza das populações e o desemprego sobretudo ao norte do país, maioritariamente muçulmano. Disse ainda que a assistência estrangeira não deve consistir em trazer mais armamentos para a Nigéria, mas uma ajuda no crescimento económico do país.

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