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Aumento da violência no Iémen assume novas dimensões

  • Paulo Oliveira

Soldados do exército iemenita

Soldados do exército iemenita

O presidente Abdullah Saleh ordenou a detenção de um poderoso chefe tribal

Dezenas de mortos e de feridos significam o aumento da violência no Iémen que assume novas dimensões. O presidente Abdullah Saleh ordenou a detenção de um poderoso chefe tribal que combate desde há dias as tropas governamentais. Existe a preocupação de que o Iémen esteja à beira de uma guerra civil.

A ordem para a detenção de Sadiq al-Ahmar registou-se ao quarto dia de violentos confrontos entre elementos da tribo do xeique Hashid e das forças governamentais que assolam a capital.

Entidades governamentais acusaram al-Ahamar e os seus apoiantes de organizarem uma rebelião armada. O irmão do Xeique, Hussein al-Ahmar, afirma ser o governo que está a atacar.

Hussein al-Ahmar falando ao canal de televisão al-Hurra, financiado pelo governo dos Estados Unidos, referiu que o presidente Saleh já não se encontra em posição de dar ordens, nem é capaz de proceder à detenção de qualquer membro do clã Ahmar, acrescentou que o presidente perdeu a legitimidade.

As batalhas de rua dos últimos dias e a natureza tribal dos confrontos marcam uma escalada profunda na sublevação. Alguns residentes de Sana fugiram da capital, enquanto a embaixada dos Estados Unidos ordenou ao pessoal não essencial para abandonar o Iémen.

Dezenas de pessoas foram mortas durante os confrontos da noite passada, enquanto dezenas de outros tinham sido mortos durante recontros ocorridos nos dias anteriores.

A tribo Hashid, à qual pertence Saleh, encontra-se entre a mais influente do Iémen. Os dirigentes desta tribo no inicio dos quatro meses de sublevação puseram-se ao lado dos manifestantes anti governamentais, cujo objectivo inicial era a introdução de reformas, mas agora desejam que Saleh deixe o poder que mantém há três décadas.

O presidente sustenta que o Iémen será arrastado para a guerra civil se abandonar o cargo, mas e mesmo enquanto os confrontos ocorrem, os manifestantes continuam os protestos.

Os manifestantes, inspirados pelos levantamentos do Egipto e da Tunísia, têm permanecido nas ruas, apesar de terem sido reprimidas as sublevações na Síria e no Bahrein.

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