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O Número de Americanos Com Alzheimer Pode Duplicar Nos Próximos 40 Anos

  • Ana Guedes

O Número de Americanos Com Alzheimer Pode Duplicar Nos Próximos 40 Anos

O Número de Americanos Com Alzheimer Pode Duplicar Nos Próximos 40 Anos

O número de americanos com 65 anos de idade, ou mais, afectados pela doença de Alzheimer, poderá duplicar nos próximos 40 anos.

ANA - Actualmente, 5.1 milhões sofrem da doença. Em 2050, este número deverá subir para 13 milhões e meio.

RENATO - É o que informa recente relatório da Associação de Alzheimer.

ANA - Ao comentar o relatório, o presidente da Associação de Alzheimer, Harry John, afirmou que esta doença não significa apenas perda de memória.

RENATO - Trata-se, na verdade, segundo ele, de uma crise nacional que se agrava a cada dia...

ANA -... E que constitui um peso para o orçamento do programa governamental de saúde, nos Estados Unidos.

RENATO- Os custos acumulados da assistência médica aos doentes de Alzheimer, desde agora até 2050, serão superiores a 20 triliões de dólares.

ANA - Os cálculos foram feitos na suposição de não ser achada uma cura para esse tipo de demência.

RENATO - E as previsões a esse respeito não são optimistas. Harry John aponta, por exemplo, que os recursos financeiros reservados pelo governo americano para a pesquisa científica sobre a Alzheimer têm sido relativamente pequenos.

ANA - Passemos a outro assunto, Renato: pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard diz que comer carne aumenta o risco de problemas cardíacos e diabete.

RENATO - Já se fala nisso há muito tempo, Ana. Mas este é o primeiro estudo que põe a culpa apenas num certo tipo de carne, e absolve o restante.

ANA - Exacto. Ao avaliar os riscos, os autores fazem uma distinção entre a carne processada e a carne fresca. Somente a primeira faz mal.

RENATO – E cabe aqui a pergunta: e o que é carne processada?

ANA - Bem é aquela que é defumada, salgada ou curada, ou à qual são adicionados conservantes quimicos.

RENATO - Exemplos de comidas desse tipo são a salsicha, o toucinho, a mortadela e o salame.

ANA – No entanto, os pesquisadores da Harvard dizem que não é preciso evitar completamente o seu consumo. Uma vez por semana practicamente não traz risco.

RENATO - Ainda bem. Porque um hot-dog, ou cachorro quente, é bem saboroso.

ANA - E aqui nos Estados Unidos é alimento bastante popular.

RENATO - Mais de 400 mil crianças nascem em África a cada ano com a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA).

ANA - Michael Sidibé, director Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA (ONUSIDA), comentou que essa situação é preocupante...

RENATO -... pois um terço dessas crianças morrem antes de seu primeiro ano de vida ao não ter acesso a tratamentos, e outros 50 por cento infectados com a doença falecem antes do segundo ano.

ANA - Os demais permanecem a serem tratados durante toda sua vida.

RENATO - Outro assunto, Ana: um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) explica porque algumas pessoas, mesmo portadoras do HIV, não desenvolvem a SIDA.

ANA - É que elas produzem em maior quantidade as chamadas células assassinas “T”.

RENATO - Essas células são glóbulos brancos que ajudam a defender o corpo de invasores.

ANA - Estudos anteriores já haviam mostrado que essas pessoas imunes tinham o gene HLA B57.

RENATO - Agora, os pesquisadores descobriram que esse gene produz uma proteína que aumenta o número das células assassinas e as deixa mais fortes.

ANA - No entanto, essas células assassinas mais fortes também têm o seu lado perigoso.

RENATO -... porque elas aumentam a chance de doenças auto-imunes, quando os glóbulos brancos atacam as células do próprio corpo.

ANA - Outro assunto, Renato: você, como eu, fica irritado quando está a fazer algo agradável, e é interrompido, pois não?

RENATO- Claro. Por vez estou a ler algo interessante, ou a assistir um programa na televisão, e o telefona toca, ou alguém me diz alguma coisa, muitas vezes sem grande importância.

ANA - Pois é, mas pesquisadores da Universidade da Califórnia dizem que uma interrupção pode ser uma boa coisa.

RENATO - Sério? Este estudo eu não li. Conta lá, Ana.

ANA - Eles argumentam que o cérebro se adapta rapidamente a uma situação e, portanto, algo que era novidade no inicio deixa de impressionar e pode virar entediante.

RENATO - Ah! Entendi. A interrupção dá uma pausa no processo de adaptação. E quando a gente volta à actividade, o prazer se renova com mais força. É isso?

ANA - Exactamente.

RENATO - Bem, de qualquer forma eu vou continuar a não querer ser interrompido. Pelo menos até que um novo estudo confirme este primeiro estudo.

ANA - Uma medida prudente, Renato. E com isso terminamos este programa.

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