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Estados Unidos condenam prisão de médico paquistanês


Secretaria de Estado Hillary Rodham Clinton

Secretaria de Estado Hillary Rodham Clinton

O Paquistão está a resistir contra a crescente crítica dos Estados Unidos à condenação de um médico que ajudou a CIA a apanhar Osama bin Laden.

Estados Unidos condenam prisão de médico paquistanês

O Paquistão está a resistir contra a crescente crítica dos Estados Unidos à condenação de um médico que ajudou a CIA a apanhar Osama bin Laden. O assunto tornou-se muito irritante na já conturbada relação bilateral.

A sentença esta semana de Shakil Afridi a 33 anos de cadeia por alegada traição acrescentou novas tensões ao problemático relacionamento do Paquistão com os Estados Unidos.

A condenação ultrajou líderes norte-americanos, que estão a exigir ao Paquistão a imediata libertação do médico. Funcionários em Islamabad, contudo, insistem que o caso do Dr. Afridi foi decidido de acordo com o sistema judicial do país e que os Estados Unidos precisam de respeitar o processo legal.

O ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, reiterou esse ponto de vista:

“A pessoa era um traidor, a pessoa compareceu perante o tribunal. O tribunal apreciou o caso à luz da lei e de acordo com isso foi condenada. Por isso temos de respeitar os nossos tribunais.”

O médico preso ajudou a CIA a organizar uma falsa campanha de vacinação contra a pólio para localizar Osama bin Laden na cidade militar paquistanesa Abbottabad. O líder da al-Qaida foi morto num raide secreto americano no ano passado.

O governo paquistanês deteve Shaki pouco tempo depois do raide e levou-o a julgamento por traição na sua região natal de Khyber, que e governada por um sistema judicial tribal com cerca de 100 anos, não aplicável no resto do Paquistão.

O tribunal tribal considerou o medido culpado de traição e condenou-o a 33 anos de prisão. Ao abrigo do sistema judicial tribal, o Dr. Shaki não teve acesso a um advogado de defesa.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, criticou o tratamento a Afridi como “injusto e injustificado” afirmando que e um dos assuntos ressonantes que funcionários norte-americanos estão a discutir com as autoridades paquistanesas. Clinton disse aos jornalistas que em Washington que as acções de Afridi de forma nenhuma constituíram uma traição ao Paquistão:

“Os Estados Unidos não acreditam que haja qualquer base para deter o Dr. Afridi. Lamentamos o facto de ter sido condenado e lamentamos também a gravidade da sua pena. A sua ajuda, apesar de tudo, foi instrumental para apanhar um dos mais notórios assassinos do mundo.”

Na quinta-feira, senadores norte-americanos ultrajados votaram pelo corte de 33 milhões de dólares ao pacote de ajuda ao Paquistão, um milhão de dólares por cada ano da pena de prisão do Dr. Afridi.

Analistas de Defesa, como o antigo general do exército paquistanês, Talat Masood, advertiu que a menos que ambas as partes tomem medidas sérias para verificar os níveis de declínio de confiança, a relação entre o Paquistão e os Estados Unidos pode-se romper irreparavelmente.

A relação entre Islamabad e Washington tem-se vindo a deteriorar continuamente desde o ataque aéreo da NATO em Novembro que matou 24 guardas fronteiriços paquistaneses.

O Paquistão anunciou várias medidas punitivas depois do ataque aéreo, incluindo o encerramento das rotas de abastecimento às forças da NATO no Afeganistão.

Islamabad exige uma desculpa pelo mortífero raide aéreo, o fim imediato dos ataques dos Estados Unidos com aviões não-tripulados ao seu território, pesadas portagens de trânsito para as colunas que transportam abastecimentos as forças da NATO em troca da reabertura da fronteira.

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