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Receia-se novo tremor de terra no Japão

  • Paulo Oliveira

Receia-se novo tremor de terra no Japão

Receia-se novo tremor de terra no Japão

A placa do Oceano Pacifico e a placa onde assenta o Japão afastaram-se cerca de 60 metros

Mais de dois meses após o abalo de terra de intensidade nove, o Japão continua a ser assolado por fortes réplicas.

Na última semana, cinco abalos com grau superior a cinco na escala de Richter assolaram a região.

Os cientistas alertaram para o facto de ainda não ter ocorrido a maior de todas as réplicas, e para outros abalos de terra no território.

O Japão espera nunca voltar a escutar um elemento da televisão a descrever o cenário de 11 de Março, quando um enorme tsunami inundou casas, arrastou barcos de pesca e automóveis nas comunidades costeiras.

Os cientistas alertam para o facto de uma repetição daquele cenário no Japão – numa escala menor – não ser uma possibilidade, mas sim quando irá ocorrer.

Após análises do abalo de magnitude de grau 9, cientistas japoneses e norte americanos chegaram a uma conclusão sombria.

Vários estudos indicam que a placa descendente do Oceano Pacifico e a placa onde assenta o Japão afastaram-se cerca de 60 metros.

O estudo indica que cinco pontos da fractura - numa extensão de mais de 600 quilómetros – foi afectada pelo tremor de terra, o que faz prever mais actividade sísmica.

E, por que o abalo de 11 de Março parece ter transferido fricção ao longo da falha, alguns especialistas alertam para a eventualidade um sismo de grau 8 na proximidade da área metropolitana de Tóquio, onde habitam mais de 30 milhões de pessoas.

Todavia outros especialistas prevêem uma área geográfica mais alargada, estendendo-se para norte até Hokkaido.

O espaço temporal para estas previsões, segundo os mais credenciados sismologistas, vai desde agora até dez meses mais tarde.

No entanto o professor Takeshi Sagiya do Centro de Pesquisa de Sismologia da Universidade de Nagoya é cauteloso sobre a cronologia anunciada.

Segundo ele, as réplicas variam de local para local, podendo ocorrer no espaço de um mês, ou apenas de dias, do abalo principal, mas que podem acontecer num espaço de décadas.

Seth Stein da Universidade Estadual de Illinois considera a previsão de intensidade em linha com os dados históricos, e tal como o professor Sagiya, num espaço temporal mais alargado.

Entretanto, uma equipa de especialistas nucleares das Nações Unidas iniciou, em Tóquio, uma semana de investigações sobre a crise da central nuclear de Fukushima.

A equipa vai recolher informações sobre o segundo maior acidente nuclear do mundo, relatório a ser apresentado em Junho próximo, em Viena, à Agencia Internacional de Energia Atómica.

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