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Os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU um novo conjunto de sanções contra o Irão

  • Paulo Oliveira

Os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU um novo conjunto de sanções contra o Irão

Os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU um novo conjunto de sanções contra o Irão

No entanto diluíram a proposta de forma a obter o apoio da China e da Rússia

Os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU um novo conjunto de sanções contra o Irão sobre o seu programa nuclear. No entanto diluíram a proposta de forma a obter o apoio da China e da Rússia, países que tem relações comerciais com o Irão, e tem relutância em apoiar as sanções.

O analista da Voz da América Gary Thomas sustenta que o poder das sanções contra o Irão pode ser mais simbólico do que ter efeitos práticos.

O ano passado, a secretaria de Estado Hillary Clinton alertou para a eventualidade de aplicação de sanções fortes no caso de o Irão não desistir das ambições nucleares. Na altura em que fez o anúncio segundo o qual os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança tinham chegado a acordo sobre uma proposta de sanções o conceito de forte tinha desaparecido do vocabulário diplomático.

Tenho o prazer de anunciar termos chegado a acordo relativamente a uma proposta de cooperação tanto com a Rússia e a China.

Os analistas destacam que a proposta de resolução, que será a quarta do conjunto de sanções da ONU contra o Irão sobre a questão nuclear, amplia um pouco as actuais sanções. A proposta visa os bancos iranianos e pede a inspecção de navios que possam transportar carga para os programas iranianos sobre mísseis e sector nuclear.

No entanto as inspecções carecem do consentimento iraniano, não existindo qualquer mecanismo de obrigatoriedade. Acima de tudo não existem quaisquer restrições ao comércio petrolífero de Teerão.

Um analista de assuntos iranianos classifica a resolução relativamente sem sentido já que teve de ser enfraquecida para obter o apoio chinês e russo.

Opinião diferente é a do antigo sub-secretário para os Assuntos Políticos Nicholas Burns admite que a proposta de sanções pode não ter grande efeito prático, mas tem enorme valor simbólico.

É muito importante que o Conselho de Segurança esteja unido com a ideia que o Irão não tem dito a verdade, não tem cumprido as anteriores resoluções aprovadas entre 2006 e 2008. O simbolismo reside no facto de classificar o Irão como um país que não acata as leis.

O anúncio da secretária Clinton seguiu-se à declaração iraniana segundo a qual iria enviar uma parte do urânio enriquecido para a Turquia por troca com combustível para o reactor nuclear.

Acordo semelhante tinha sido proposto o ano passado, que o Irão acabaria por recusar.

Segundo Nicholas Burns a troca de combustível proposta agora pelo Irão constitui uma tentativa desesperada de Teerão no sentido impedir o consenso sobre novas sanções.

Penso que o acordo Turquia - Brasil tenha sido infeliz. Embora bem-intencionado o resultado foi o de aliviar a pressão sobre o regime iraniano e permitir a alguns membros do conselho de segurança uma desculpa para não votarem a favor das sanções.

Existe no Congresso uma proposta de sanções unilaterais por parte dos Estados Unidos, visando as importações iranianas de gasolina. Embora o Irão seja um grande produtor de petróleo, não possui praticamente capacidade de refinação, necessitando de exportar petróleo para ser transformado em gasolina.

A proposta foi aprovada pelas duas câmaras do Congresso permanecendo numa comissão para adequar as duas versões.

Existe o risco de que uma acção do Congresso possa destruir o frágil consenso no seio do Conselho de Segurança, tendo o ministro russo Sergei Lavrov alertado os Estados unidos e a União Europeia para que não imponham sanções unilaterais contra o Irão.

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