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Namibe: Estiagem aflige criadores de gado

  • Armando Chicoca

Soba do Virei, Bernardo Mussonde

Soba do Virei, Bernardo Mussonde

Cresce o receio de novos conflitos entre criadores de gado do Namibe, em busca de pasto para animais, com os criadores das províncias do Cunene, Huíla e Benguela, nas respectivas linhas limítrofes.

Namibe: Estiagem aflige criadores de gado

Cresce o receio de novos conflitos entre criadores de gado do Namibe, em busca de pasto para animais, com os criadores das províncias do Cunene, Huíla e Benguela, nas respectivas linhas limítrofes.

Para se evitar tais conflitos, o movimento de homens, atrás de seus animais à procura de pasto nas linhas limítrofes com as províncias da Huíla, Cunene e Benguela, está a ser acompanhado cautelosamente pelas autoridades tradicionais de cada área de cada jurisdição.

O governo do Namibe pretende dar a volta à situação com a construção de furos de água em locais de pasto para travar a movimentação de gado e pessoas, segundo revelou à Voz de América a administradora do município do Virei, Juliana Fonseca.

O soba grande do município do Virei, Bernardo Mussonde, qualificou de preocupante a situação da estiagem. O levantamento sobre as zonas de pasto para o reforço de furos de água, segundo aquela autoridade tradicional é uma medida digna de louvar.

O administrador do Município do Tombwa, João Guerra de Freitas também diz estar atento ao movimento pastoril da população pecuária em direcção à província do Cunene. Já ouve contactos ao nível das autoridades tradicionais de ambas as partes, para se acautelar conflitos entre criadores de gado.

Na localidade do Ngolova, município do Virei, a 200 quilómetros do Namibe, a população necessita do comerciante para troca de animais com comida, segundo o soba António Silvano.

Perante os acontecimentos do passado, o movimento de criadores de gado que se intensificou nos últimos dias, não só capitaliza as atenções das autoridades tradicionais como também a Polícia, autoridades locais da administração do Estado e profissionais da comunicação social, que vão fazendo incursões no interior, dando a voz aos sem voz confrontados com o pesadelo da seca.

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