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Huambo: Partido no poder e UNITA são obstaculos para o MPLA,considera Livulu

  • António Capalandanda

Abel Carlos Tiago UNITA Huambo

Abel Carlos Tiago UNITA Huambo

O governador Faustino Muteka incompatibilizou-se com os quadros do seu partido

MPLA contra UNITA

O Comandante Provincial da Policia Nacional no Huambo, comissário Elias Dumbu Livulu, disse que o próprio partido no poder, o MPLA, e a UNITA, na oposição, constituem os principais obstáculos para o MPLA nas próximas eleições gerais.

Segundo fontes da Voz da América, Livulu falava recentemente durante uma reunião a porta fechada do seu partido, em que foi apresentado o plano estratégico eleitoral do MPLA. Reunião que foi acompanhada pelo coordenador do grupo de acompanhamento do Bureau Político do Comité Central do MPLA à província do Huambo, Inocêncio Jorge Ndombolo.

Ao apresentar o ponto referente ao comportamento dos adversários na província, considerou os governantes demitidos pelo governador Faustino Muteka de opositores políticos. Livulu referia-se aos administradores, directores e vice-governadores exonerados.

A crise ganhou corpo no interior do MPLA no Huambo. O governador Faustino Muteka incompatibilizou-se com os quadros do seu partido, MPLA, que o acusam de estar a “maltratar os seus companheiros e exagerar nos seus procedimentos”. A crise marcada por divisões internas, segundo as fontes, tem afectado capacidade mobilizadora daquela organização.

O comandante provincial da polícia nacional manifestou a preocupação em relação ao trabalho de mobilização que o maior partido na oposição, a UNITA, tem realizado na província, principalmente nas zonas rurais. Para reduzir a influência daquela formação política, foi recomendado a cada militante do MPLA que mobilize, para sua organização partidária, um membro da UNITA.

O surgimento do Bloco Democrático (BD), ainda de acordo com as fontes da VOA, foi encarado de ameaçador, devido à actividade mobilizadora daquela formação política no seio da camada intelectual. Foi recomendado aos Comités de Especialidades do MPLA no Huambo, que delineiem estratégias para contrapor a força que o BD começou a conquistar.

Ao contrário do BD, o aparecimento da CASA-CE, de Abel Chivukuvuku, não mereceu atenção da direcção provincial do partido no poder.

Francisco Viena, secretário regional do BD disse que, a actuação demostra como a polícia tem sido usada para perseguir oponentes políticos.

“Se calhar na sequencia dessa reflexão da posição assumida pelo comandante da policia no Huambo, o nosso secretário municipal da Caala a sua casa foi hasteada fogo e partiram os vidros da sua residência” disse o político acrescentando que “ antes desse acto vândalo os nossos companheiros estavam no exercício da actividade partidária, distribuindo panfletos e nesse mesmo dia quatro viaturas estavam a seguir o roteiro dos nossos companheiros.”

“No fim do dia ai por volta das vinte e duas horas quando os nossos companheiros se dirigiam a casa, deram conta de que a casa foi hasteada fogo. É mais um acto de intolerância política do MPLA e das autoridades administrativas e com a conivência da polícia.”

Durante as ultimas duas semanas, VOA tentou sem qualquer sucesso ouvir o comandante da polícia no Huambo e o coordenador do grupo de acompanhamento do Bureau Politico do Comite Central do MPLA aquela província.

O encontro presidido por Inocêncio Jorge Ndombolo, também analisou a situação política militar e o relatório do governo e do MPLA.

Sobre a questão da divisão interna as fontes da VOA afirmaram que Ndombolo se recusou a introduzir este assunto na agenda de trabalho.

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