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Activistas espancados em Luanda

  • Alexandre Neto

Gaspar Luamba, uma das vítimas do ataque a casa onde se reune o movimento estudantil revolucionário (Luanda, Maio 2012)

Gaspar Luamba, uma das vítimas do ataque a casa onde se reune o movimento estudantil revolucionário (Luanda, Maio 2012)

Atacantes destroem computadores e outro material em brutal ataque a casa de Carbono Casimiro. Polícia mantèm silêncio

Activistas espancados

Três pessoas ficaram gravemente feridas e várias outras sofreram escoriações num ataque, na terça-feira à noite em Luanda, contra cerca de 10 jovens ligados aos protestos contra o Governo angolano.

Os jovens encontravam-se reunidos na casa do rapper Carbono Casimiro, em Luanda, quando, pelas 21:00 momens de rostos encapuzados, que se calcula em 15 no total irromperam pela casa. Apontavam pistolas, empunhavam paus, catanas, instrumentos de descarga eléctrica e outros objectos contundentes.

Durante 5 minutos aproximadamente bateram e destruíram meios materiais, nomeadamente computadores, cadeiras e diversos utensílios, como testemunhou Alexandre Dias dos Santos, uma das vítimas

As autoridades policiais mantêm-se no silêncio relativamente aos acontecimentos.

Desde ontem que as vítimas procuram por assistência médica hospitalar. Depois de ter sido negado atendimento num dos hospitais públicos de referencia nacional, até ao momento em que expedíamos o despacho, apenas dois dos feridos, nomeadamente Afonso Mahemba Banza e Gaspar Luamba tinham sido atendidos na clínica do Prenda, com uma intervenção cirúrgica sobre este último, havendo um terceiro em espera numa das salas.

Dum total de quatro, três ficaram feridos com gravidade, descrevendo-se fracturas múltiplas nos braços, nos dedos, na clavícula e na cabeça.

O BD-Bloco Democrático condenou o acto. Num comunicado que fez publicar diz a organização que “o regime perdeu a vergonha de se apresentar com a sua face violenta e repressiva e tem a reacção desfavorável da opinião pública nacional e internacional como um risco calculado que prefere correr, reduzindo os seus efeitos com a máquina da sua propaganda, do que ver uma manifestação se agigantar, exigindo a saída do poder de José Eduardo dos Santos…”

Por seu lado Abel Chivukuvuku Presidente da CASA-CE, deslocou-se pessoalmente a unidade hospitalar para prestar solidariedade.

A 9 de março Carbono Casimiro foi também atacado juntamente com quatro outros activistas.

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