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Moçambique e Zimbabué apertam controle das fronteiras

  • William Mapote

Os ministros ds Transportes e Comunicações de Moçambique, Zâmbia,Zimbabwe, Malaui e Tanzânia reunidos em Nampula (Arquivo)

Os ministros ds Transportes e Comunicações de Moçambique, Zâmbia,Zimbabwe, Malaui e Tanzânia reunidos em Nampula (Arquivo)

Porosidade da fronteira tem favorecido o aumento de tráfico ilicitos e exploração ilegal de minérios - diz ministro da Defesa Filipe Nyussi

Moçambique e Zimbabué: Segurança fronteiriça

Os Ministros da Defesa de Moçambique e do Zimbabué defendem o estabelecimento de um forte pacto de segurança por forma a combater a criminalidade transfronteiriça.

Os dois países estão preocupados com o crescimento da onda de tráfico de pessoas, de drogas e minerais, acções que do lado moçambicano tem como principal palco, a província de Manica, no centro do país, onde os dois países partilham largo espaço fronteiriço.

Falando no decurso da sexta Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança que se encerrou sexta-feira em Maputo, o ministro moçambicano de Defesa, Filipe Nyussi, disse que o estabelecimento do pacto é vital, não só para a defesa da integridade dos dois países, mas sobretudo para a promoção da estabilidade em toda a África Austral.

"É importante forjar um pacto forte nesta área. Este compromisso é essencial para a protecção das nossas nações e para contribuir para a segurança regional, através da manutenção de relacionamentos fortes e estáveis", disse Filipe Nyussi.

Moçambique e Zimbabué partilham uma longa fronteira continental que do lado moçambicano cobre as províncias de Gaza, no sul e Manica e Tete, no Centro.

Nesta última província, onde há jazigos de ouro e alguns diamantes, é o centro de atenção de muitos emigrantes ilegais de várias nacionalidades africanas, que se dedicam ao tráfico destes recursos.

As redes de tráfico integram garimpeiros e comerciantes que o fazem a coberto das vulnerabilidades fronteiriças, uma questão que Filipe Nyussi que ver estancada.

"É nossa missão defender a terra, as águas territoriais, as zonas económicas, os recursos naturais e as infra-estruturais críticas, elementos determinantes para o crescimento das nossas nações", sublinhou.

O ministro do Estado e da Segurança do Zimbabué, Sidney Sekeramayi, aceitou o repto lançado por Moçambique e considerou o aumento da cooperação ao nível da defesa, um factor fundamental para o combate do que chamou de ameaças externas.

"A segurança dos nossos países está hoje mais do que nunca ameaçada pelo crime organizado internacional, como os vários tipos de tráfico prevalecentes, principalmente o tráfico de seres humanos e drogas", enfatizou Sidney Sekeramayi.

Nos próximos tempos, os dois países deverão assinar novos acordos por forma a materializar a vontade do pacto ao nível da defesa.

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