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Juíza recusa liberdade condicional ao director-geral do FMI


Juíza recusa liberdade condicional ao director-geral do FMI

Juíza recusa liberdade condicional ao director-geral do FMI

Relatório médico corrobora as acusações de tentativa de violação sexual e agressão de Dominique Strauss-Khan contra empregada de hotel

Uma juíza de Nova Iorque rejeitou hoje a solicitação de liberdade condicional de Dominique Strauss-Khan director do FMI detido no último Sábado por tentativa de violação sexual, agressão e sequestro, revelou as agências France Press e a Associated Press.

A juíza baseou-se de um relatório médico que segundo ela corrobora as acusações contra Strauss-Khan.

Dominque Strauss-Khan estava implicado num caso idêntico no passado.

Uma nova audiência foi estabelecida para a próxima Sexta-feira.

Implicações da detenção

A detenção do director do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Khan está a colocar incertezas sobre uma eventual revisão da política do FMI em relação a alguns países europeus nomeadamente a Grécia, e aos esforços globais de prevenção na agravação da crise pública europeia.

Esta situação lança igualmente dúvidas acerca do futuro do FMI. Enquanto director do Fundo Monetário Internacional, organismo que tem avalizado empréstimos a países em situações de profunda crise económica, Strauss-Khan, é descrito como um acérrimo defensor de ajuda à Grécia, Irlanda e Portugal, três países em situação de falência. O agravamento da crise económica europeia poderá afectar negativamente os mercados financeiros e minar os esforços de recuperação económica dos Estados Unidos da América.

O FMI nomeou ontem, John Lipsky, um antigo bancário e adjunto de Dominique Strauss-Khan para o substituir. Mas o anúncio de que Lipsky previa abandonar o cargo em finais de Verão, e de que a China e a Índia estariam a considerar a nomeação de um dos seus candidatos à direcção da instituição que tem sido dirigida há longos anos pela Europa, faz acentuar as incertezas. Os países emergentes têm igualmente se queixado de que o FMI tem-se mostrado mais complacente e generoso com os países europeus do que com os em desenvolvimento.

Dominique Strauss-Khan de 62 anos foi acusado ontem de manhã em Nova Iorque, de tentativa de violação sexual, agressão, e sequestro. Foi mantido preso numa esquadra policial de Harlem, um bairro de Nova Iorque. Segundo a Associated Press, ele foi mais tarde visto de mãos atadas quando supostamente terá sido conduzido para efeitos de exames de DNA em resultado de descoberta de sinais de ranhuras no corpo. A sua comparência diante de um juiz tinha sido adiada por causa disso, mas ela acabaria por ter lugar no final desta manhã. O director do FMI incorre em penas susceptíveis de mais de 20 anos de prisão.

Juíza recusa liberdade condicional ao director-geral do FMI

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Antigo ministro das finanças de França, Strauss-Khan é membro do partido socialista e antigo deputado. Ele era considerado como um potencial adversário do presidente francês Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais previstas para o próximo ano.

A sua detenção acontece no momento que a Europa deverá debater com o Fundo Monetário Internacional ajudas financeiras adicionais à países como a Grécia. Os 155 biliões de dólares de empréstimos alocados a Atenas no ano passado não foram suficientes para relançar a economia grega e conter a divida pública. Strauss-Khan estava a considerar a alteração dos contractos, aligeirando as cláusulas restritivas enquanto era discutido um pacote adicional de 85 biliões de dólares de empréstimos Grécia com o aval da União Europeia.

O director do FIM devia assim reunir-se hoje em Bruxelas para debater a situação da Grécia, tal como analisar os detalhes do empréstimo a Portugal que foi avalizado pela sua organização.

O efeito da sua detenção parece não limitar-se apenas aos Estados Unidos e a Europa. Ele tem ajudado igualmente o Paquistão e o Egipto com medidas visando a recuperação económica nesses Estados.

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