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Adjunto de Joseph Kony pode ser amnistiado


Capitão Gregory das Forças Especiais dos Estados Unidos junto do Exército Ugandês

Capitão Gregory das Forças Especiais dos Estados Unidos junto do Exército Ugandês

O Uganda poderá conceder uma amnistia a Caesar Acellam, um ajudante-de-campo do líder do rebelde Exército de Resistência do Senhor (LRA), Joseph Kony, o que está a causar uma onda desagrado, nomeadamente das Nações Unidas.

Adjunto de Joseph Kony pode ser amnistiado

O Uganda poderá conceder uma amnistia a Caesar Acellam, um ajudante-de-campo do líder do rebelde Exército de Resistência do Senhor (LRA), Joseph Kony, o que está a causar uma onda desagrado, nomeadamente das Nações Unidas.

O ministro ugandês da Defesa, Crispus Kiyong, afirmou que as circunstâncias da detenção de Acellam – se foi capturado ou se entregou por vontade própria – serão cruciais para uma possível decisão de perdoar o mais poderoso comandante do LRA que abandonou a mata.

Acellam está detido em Nzara, uma aldeia no Sudão do Sul que é a sede administrativa do Uganda da operação anti-Kony. Os ugandeses têm sido aconselhados por elementos das Forças Especiais dos Estados Unidos enviados no ano passado pelo presidente Barack Obama para ajudar os governos regionais a eliminarem líderes do LRA.

Radhika Coomaras Wamy, destacada funcionária das Nações Unidas, disse num comunicado que as autoridades ugandesas não devem conceder uma amnistia a Acellam mas sim leva-lo a julgamento.

O Uganda tem uma lei de amnistia ao abrigo da qual alguns antigos combatentes do LRA têm beneficiado depois de cooperarem com as autoridades. A lei, que pode ser vista como favorecendo antigos rebeldes a expensas das suas muitas vítimas, tem criado tensões entre a justiça e a paz num país desejoso de seguir em frente após décadas de uma brutal rebelião que traumatizou milhões de pessoas.

O Tribunal Penal Internacional em 2005 acusou cinco chefes do Exército de Resistência do Senhor, incluindo Joseph Kony, um autoproclamado místico, que em meados dos anos 80 deram início ao seu grupo rebelde na esperança de governar o Uganda de acordo com a lei dos 10 Mandamentos.

Kony e os seus associados são acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. O LRA é notório por raptar crianças e torná-las em combatentes ou escravas de sexo, crimes que o grupo americano Invisible Children enfatizou num vídeo no You Tube que ajudou a focar a atenção internacional em Kony.

Hoje em dia, o Exército de Resistência de Senhor não tem mais do que umas poucas centenas de combatentes vagueando entre a República Centro Africana, Sudão do Sul e a República Democrática do Congo.

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