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CEDEAO tem dificuldades para o envio de tropas - diz porta-voz da Junta Militar


Tenente-Coronel Dahba Na Walna, porta-voz do Comando Militar da Guiné-Bissau

Tenente-Coronel Dahba Na Walna, porta-voz do Comando Militar da Guiné-Bissau

Dahba Na Walna diz que primeiro contingente de tropas anunciado pela Nigéria será composto por menos de 100 homens

CEDEAO tem dificuldades para enviar tropas

A CEDEAO está com dificuldades logísticas para enviar os prometidos 625 soldados para a Guiné-Bissau.

A confirmação foi feita pelo porta-voz do Comando Militar, o tenente-coronel, Dahba Na Walna, entrevistado hoje pela Voz da América.

Dahba Na Walna assegurou que o efectivo anunciado ontem pela Nigéria, não deverá atingir os 100 homens, e a sua missão será a de assegurar a anunciada retirada das tropas angolanas de Bissau.

"Houve uma conversa entre Angola e a CEDEAO na qual Angola manifestou a sua preocupação com a evacuação [das suas tropas]. Disse que não tinha segurança, e teme que na hora da retirada os seus homens podem ser atacados. Para nós, não constitui verdade, e já que é uma conversa que Angola manifestou perante a CEDEAO devemos a respeitar" assegurou o tenente-coronel Dahba Na Walna.

O porta-voz do Comando Militar afirma por isso que o primeiro contingente a chegar ao país terá como missão "providenciar a retirada das tropas angolanas."

Questionado sobre a existência de uma lista com o nome de 58 pessoas proibidas de abandonar o país, o Tenente-Coronel Dahba Na Walna disse que não existe lista alguma.

"A conversa que tivemos com Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, foi de que os membros do governo anterior não poderiam abandonar o país aguardando até à passassão do poder para que tudo possa correr dentro da normalidade, e feita a passassão eles terão a liberdade de ir aonde quiserem".

O porta-voz do Comando Militar adianta que apenas os membros do governo estão impedidos de viajar, e que foi com estranheza que descobriu na internet a lista de 58 pessoas proibidas de deixar o país. Citou como exemplo o caso da presidente do Supremo Tribunal, que acabou por viajar, depois de inicialmente ter sido impedida de sair na fronteira.

O Tenente-coronel adiantou por outro lado que o Comando Militar, como forma de ultrapassar a situação criada por essa desinformação tem passado atestações para algumas pessoas que figuram na lista, de forma a assegurar que possam viajar livremente.

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