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Antigo guarda-costas de Savimbi acusa polícia de perseguição

  • António Capalandanda

Kamy Pena ex-guarda-costas e sobrinho do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi, acusou a polícia de perseguição política.

Antigo guarda-costas de Savimbi diz que está a ser perseguido

Kamy Pena ex-guarda-costas e sobrinho do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi, acusou a polícia de perseguição política.

Por seu lado, o secretário provincial da UNITA em Benguela, Alberto Ngalanela, diz que está a ser alvo de ameaças de morte desde a passada quinta-feira, por sectores que o seu partido identifica como sendo dos “serviços secretos”.

As declarações de Kamy Pena, à Voz da América, surgem na sequência das acusações feitas pela polícia, segundo as quais o antigo guarda pessoal de Savimbi teria orientado a queima de uma viatura da operadora Unitel no passado dia 6 na comuna do Kulango, província de Benguela.
“Como princípio a polícia deve seguir o cidadão para proteger, mas agora perseguir alguém para acusar, isso é grave para mim” afirmou o brigadeiro Pena.

Refira-se que, a queima da viatura deu-se quando o motorista não identificado da mesma, atropelou mortalmente, o cidadão Venâncio Comboio, militante da UNITA, que conduzia uma motorizada integrada na caravana dos que regressavam do comício do seu partido realizado no município do Bocoio.

Face ao ocorrido, o motorista da referida viatura pôs-se em fuga, sob cobertura do tiroteio aberto pelos agentes da polícia aí presentes, abandonando assim a viatura e o cadáver, o que provocou a ira dos componentes da caravana que incendiaram a automóvel.

Kamy disse que, ao sair do acto de massas acompanhado de seu primo, o filho de Savimbi, Rafael Massanga Savimbi, chegou ao local do acidente, minutos depois do incêndio onde foi obrigado a parar o seu carro, por um responsável da polícia que estava com todos os dados do carro, nomeadamente, a chapa de matriculo e marca.

O brigadeiro Kamy, afirmou que foi forçado a depor na polícia de investigação sob acusação de ter entregado o combustível aos revoltados para queimarem o carro.
“Se realmente fui eu, ou alguém viu alguém a sair do meu carro, a pessoa que viu que se declare, porque senão caímos num ciclo de intrigas".

No meio dessa tensão política que impõe as autoridades e o maior partido da oposição, Alberto Ngalanela, disse ter começado receber ameaças de morte.

O político alega ter recebido cerca de 10 mensagens no seu celular dum número assinado pelo nome de Gigolo que diz ser do partido no poder, proferindo ameaças de mortes e ofensa.

“Não é um cobarde que vai nos amedrontar” disse o político acrescentando que “mas também a policia não deve olhar isso de ânimo leve, porque já no dia 17 de Março aquando do comício no Cubal, ameaçaram retaliar contra todos que assistiram ao comício; a policia minimizou e no dia 12 Abril a ameaça foi consumada (com, o assassinato de um militante da UNITA)”.

Por dificuldades de comunicação que se registam na província, a VOA não conseguiu ouvir a reacção da polícia.

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