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Guiné-Bissau ainda à procura de Primeiro-ministro


Líderes da Africa Ocidental reunidos em Dakar para busca de solução a crise na Guiné-Bissau - Arquivo

Líderes da Africa Ocidental reunidos em Dakar para busca de solução a crise na Guiné-Bissau - Arquivo

Serifo Nhamadjo, presidente da república Interino continua as consultas políticas isso enquanto o PAIGC vai boicotando as negociações

Guiné-Bissau a procura de primeiro-ministro

Os políticos guineenses na oposição continuam no vaivém para encontrar uma figura que assuma o Governo de Transição nos próximos doze meses. Vários nomes estão em concorrência, mas nas últimas hora, fala-se mais de Rui Barros, o mais recente Comissario da Guiné-Bissau junto a UEMOA e que em tempos foi Ministro das Finanças.

No meio desta expectativa política, os partidos políticos e a Assembleia Nacional Popular prevêem assinar nas próximas horas um Pacto de Transição, cujo conteúdo requer mais e melhor enquadramento para permitir que o Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo, tenha prerrogativas de nomear o Primeiro-ministro, uma vez que a luz da Constituição da república guineense, um Chefe de Estado interino não tem tais competências.

Destas movimentações, o Presidente da República Interino esteve reunido hoje com os partidos políticos parlamentares e extra parlamentares, com a excepção do PAIGC, que continua na sua posição de repudiar todos os actos decorrentes do Golpe de Estado do passado dia 12 de Abril passado.

Entretanto a sessão parlamentar da Assembleia Nacional Popular que estava prevista para hoje foi adiada por falta de quórum.

Os deputados do PAIGC, não compareceram a reunião. No início dos trabalhos o ainda vice-presidente do parlamento, Ibraima Sori Djaló do PRS que esteve a presidir à sessão, fez a chamada dos 100 deputados, e registou que o número dos presentes não era superior a 51 parlamentares.

Dos 67 deputados do PAIGC apenas 7 compareceram na Assembleia esta manhã.

Enquanto isso, o Comando Militar, emitiu uma ordem que proíbe a saída do país a 58 pessoas, entre elas os membros do Governo deposto e dirigentes do partido no poder, o PAIGC.

A ordem, com o carimbo do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, é datada de 09 de Maio e é despachada para ser cumprida em todos os postos de fronteira do país.

A lista é encabeçada por Adiatu Djalo Nandigna, antiga ministra da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo, e integra, por exemplo, os nomes de Manuel Saturnino Costa, primeiro vice-presidente do PAIGC, Iancuba Indjai, secretário executivo da Frenagolpe (Coligação de partidos e associações que contestam o golpe de Estado), ou ainda Lucinda Barbosa Aukarié, antiga directora geral da Polícia Judiciária.

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