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Djaló Pires acusa CEDEAO de legitimar golpe de estado

  • Eleuterio Guevane
  • ONU

 Mamadou Djaló Pires

Mamadou Djaló Pires

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mamadou Djaló Pires, considerou que a proposta da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental, CEDEAO, para solucionar a crise no país pode legitimar os golpes de Estado em África.

Djaló Pires considera proposta da CEDEAO a legitimação do golpe de estado

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mamadou Djaló Pires, considerou que a proposta avançada pela Comunidade Económica dos Países da África Ocidental, CEDEAO, para solucionar a crise no país pode legitimar os golpes de Estado em África.

Djaló Pires falava, segunda-feira no Conselho de Segurança, em Nova Iorque, numa reunião com os 15 países-membros do órgão. O representante do secretário-geral na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, também compareceu ao encontro. Para ele, é importante apoiar a busca de uma solução inclusiva de todas as partes.

A 3 de Maio, chefes de Estado do bloco regional reuniram-se na capital senegalesa, Dacar, onde discutiram uma solução para instabilidade causada pelo golpe militar de 12 de Abril. Para o ministro Djaló Pires, este não é o caminho.

"A solução preconizada pela Cedeao poderá mostrar-se, na prática, pouco eficaz na resolução da actual crise política na Guiné-Bissau, podendo agravar e adiar os graves problemas que o país enfrenta, para além de objectivamente legitimar o golpe de Estado ao não consagrar a retomada do processo eleitoral da segunda volta. E ter apontado para a eleição de uma nova mesa da Assembleia Nacional Popular e ter preconizado na prática a constituição de um governo de transição com partidos políticos."

Em nome da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, discursou o ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti. O encontro do Conselho de Segurança foi seguido por consultas à porta fechada.
O Escritório das Nações Unidas na Guiné-Bissau reafirmou a sua condenação à tomada de poder por militares. E ressaltou a importância do apoio da ONU à CEDEAO.

Mutaboba disse que a ONU continua a trabalhar em prol do diálogo e da solução consensual, e que a demora no retorno do país à ordem tem impacto na população.

Há duas semanas, o órgão emitiu uma declaração que realça a sua "forte condenação" ao golpe militar na Guiné-Bissau.



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