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São Tomé: Governo concede bloco petrolífero à nigeriana Oranto


São Tomé: Governo concede bloco petrolífero à nigeriana Oranto

São Tomé: Governo concede bloco petrolífero à nigeriana Oranto

A decisão do executivo de Patrice Trovoada ainda não foi jusutificada e está a ser criticada por outras companhias interessadas

Em São Tomé, o governo anunciou a atribuição de um dos sete blocos petrolíferos da sua zona económica exclusiva a companhia nigeriana Oranto Petroleum.

A decisão do executivo santomense acontece dois meses depois do prazo que tinha previsto para o anúncio dos resultados do leilão, e não escapa a críticas de alegada opacidade na tomada de decisões por parte de uma das companhias concorrentes.

A notícia de concessão do primeiro bloco de petróleo da zona económica exclusiva santomense à empresa nigeriana Oranto Petroleum pelo governo foi publicada pela Agencia Nacional de Petróleos, mas a escassez dos detalhes que guiaram a decisão do executivo está a lançar dúvidas sobre todo o processo.

O governo de Patrice Trovoada não explicou até então, porque razões optou em conceder o direito de prospecção e exploração do petróleo de apenas um dos sete blocos propostos no leilão. Outra questão que se levanta, é porque razão e com base em quê, o Estado santomense decidiu atribuir esse direito apenas à empresa nigeriana, uma das quatro companhias participantes do leilão.

O secretismo com que o executivo de Patrice Trovoada tem tratado esse dossier e seguido do black-out actual imposto pelo governo, está a dar azo a suspeitas sobre a transparência do processo. Uma fonte interessada, disse à Voz da América que o governo chegou a dar ordens aos membros da Agencia Nacional de Petróleos para não replicar e nem comentar a sua decisão a imprensa.

Um membro da Agencia Nacional dos Petróleos quando contactado hoje pela VOA recusou a falar alegando que não tinha ordens para o efeito. O mesmo confirmou a informação de que tinham ordens expressas do executivo para não comentar o caso, e que só o ministro dos Petróleos, Carlos Vila Nova, actualmente em missão de serviço em Houston nos Estados Unidos era a pessoa a ideal para fazer esclarecimentos à imprensa.

Esta não é a primeira vez que o governo santomense no poder há nove meses é acusado de falta de transparência e de velado desinteresse em esclarecer a imprensa os assuntos que dependem da sua competência.

Segundo a agência Lusa, a decisão do governo em atribuir um bloco de petróleo a companhia nigeriana, foi publicada no dia 02 de Maio após o parecer da Agencia Nacional dos Petróleos.

Além da Oranto Petroleum, também participaram no leilão as companhias AFEX Global, a santomense OG Engineering e a Overt Energy. A Oranto Petroleum é citada pela Lusa como sendo uma companhia a operar desde 1991 e tem participações activas em vários blocos petrolíferos nas regiões do Golfo da Guiné e da África Ocidental.

São Tomé: Governo concede bloco petrolífero à nigeriana Oranto

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A OG Engineering já decidiu reagir a forma como o governo giou as suas decisões e procedeu ao anúncio dos resultados.

Liberato Moniz, administrador da OG Engineering disse a VOA que a sua companhia apenas tomou o conhecimento da decisão do executivo de Patrice Trovoada através da internet.

Moniz que está a frente desta embrionária companhia petrolífera santomense, afirma que não está a exigir tratamentos de favor, mas sim uma maior responsabilização dos dirigentes políticos do país.

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