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Líderes da CEDEAO reforçam as pressões sobre os militares guineenses


Cimeira da CEDEAO sobre a Guiné-Bissau e o Mali - (Arquivo)

Cimeira da CEDEAO sobre a Guiné-Bissau e o Mali - (Arquivo)

Reunidos em cimeira extraordinária em Dacar os Chefes de Estado e de Governos da sub-região responsabilizam os militares pelos impasses políticos na Guiné-Bissau e no Mali

Líderes da CEDEAO em cimeira no Senegal

Líderes da CEDEAO estão reunidos em Dacar no Senegal para debaterem mais uma vez as crises político-militares na Guiné-Bissau e no Mali.

A reunião inicial de trabalho foi transformada numa cimeira extraordinária depois de impasses registados ao nível dos dois países em que as forças militares são acusadas de retardar a reposição da ordem constitucional.

Na abertura esta manhã desta cimeira extraordinária de Dacar o Chefe de Estado costa-marfinense, e presidente da CEDEAO, Alassane Ouattara dava conta do impasse político no Mali e na Guiné-Bissau, e no caso particular guineense, responsabiliza o Comando Militar.

A ambição da Junta Bissau guineense em aplicar as suas próprias condições no âmbito das nossas exigências constitui um motivo sério que conduziu-nos a alargar esta reunião do grupo regional de contacto.

Nesta cimeira extraordinária da CEDEAO em Dacar estão presentes delegações de 23 países.

A marcar a abertura dos trabalhos, houve intervenções do presidente anfitrião, o senegalês Macky Sall, além de Alassane Ouattara da Costa do Marfim e presidente da organização sub-regional, e também do presidente da Comissão da CEDAEO, Kabré Ouédraogo.

Ouattara defendeu a necessidade de tomada de medidas urgentes para garantir o retorno a ordem constitucional preconizando a retomada do processo eleitoral e a assumpção da liderança de transição na Guiné-Bissau pelo presidente interino Raimundo Pereira.

O presidente senegalês destacou por sua vez que o sucesso desta operação depende daquilo que a organização sub-regional conseguir como consenso entre as partes.

Kabré Ouédraogo, presidente da Comissão da CEDEAO foi mais crítico e disse que a região não deve tolerar as posições dos militares que manifestamente procuram impor-se ao poder político.

A natureza dos desafios em vista principalmente na Guiné-Bissau e no Mali exigem incontestavelmente medidas adicionais específicas que visam assegurar a todo o custo os processos de transição nesses dois países.

Ontem e numa entrevista à Voz da América, Kabré Ouédraogo era mais categórico com relação a situação na Guiné-Bissau.

Tenho a certeza que a cimeira vai levar seriamente em conta isso e responderá com vigor para assegurar que as sanções que diplomáticas e económicas impostas ao país mas também as sanções impostas aos dirigentes do alto comando militar terão o efeito que os levarão a compreender que é do seu melhor interesse e no melhor interesse do país aceitarem as decisões regionais de um programa de transição de 12 meses que resultará na eleição de um presidente que juntamente com a reforma do sector de defesa levará o país para uma nova era de estabilidade, paz e segurança.

As decisões desta cimeira deverão ser conhecidas ainda esta noite no final da reunião a porta-fechada dos Chefes de Estado e de Governos da CEDEAO.

De acordo com a agência Lusa, o presidente e o primeiro-ministro guineenses depostos, Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior encontram-se assim como uma delegação do Comando Militar guineenses estão hospedados no hotel em Dacar onde está a decorrer esta cimeira, mas não foram autorizados a participar nas reuniões em curso.

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