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Quatro de Janeiro a nova denominação da Baixa de Kassanje

  • Isaías Soares

Malanje, centro da cidade

Malanje, centro da cidade

Propôs o retorno do dia quatro de Janeiro como feriado nacional

Reposição do feriado nacional

A Associação Nacional da Baixa de Kassanje adoptou um novo nome “Associação Nacional Quatro de Janeiro para satisfazer os objectivos que levaram a sua proclamação há catorze anos e abranger todo o território nacional.

A segunda assembleia geral da referida organização realizada recentemente defendeu a reposição do feriado nacional, a restituição de uma localidade a Malanje e a mudança de denominação de outra.

A reunião propôs “o retorno do dia quatro de Janeiro como feriado nacional satisfazendo assim os anseios das comunidades da região, como também de todos os cidadãos angolanos, a mudança de denominação da comuna de Milando para comuna de Mbango e o retorno do município de Xá - Muteba (Lunda-Norte), para a província de Malanje de acordo a suas características geográficas passando pelos usos e costumes que identificam-se justamente com a região de Malanje, desde os tempos remotos”, refere o comunicado final.

Milhares de camponeses morreram durante os massacres da Baixa de Kassanje em 1961, que congrega os municípios do Quela, Kunda Dia Base, Marimba, Cahombo, Kiwaba – Nzoji, Calandula e Massango (Malanje) e Xá-Muteba (Lunda - Norte) por reivindicarem os baixos preços que os colonialistas praticavam na compra do algodão e pelas péssimas condições sociais.

Desde aquela época as condições sociais dos filhos dos sobreviventes e descendentes continuam por ser resolvidas, não há “hospitais, maternidades, habitação, centros e postos de saúde, escolas primárias, escolas secundárias e o ensino superior”, assim como “a implementação da produção do algodão, agricultura, agro-pecuária, indústria alimentar com parceira estrangeira”.

O presidente do conselho geral da Associação Nacional Quatro de Janeiro que elegeu os corpos sociais, Joveta Nzage Longo, disse que vai em breve ao município do Quela instar in loco o grau de execução das promessas do governo angolano quanto a construção de um monumento em homenagem as vítimas e de um bairro social no Teka – dia - Kinda.

“Prometeu que este ano vão atacar neste momento a Associação Quatro de Janeiro está a preparar para uma visita e ir contactar no terreno quais são os passos que o governo está dar, então, se não estiver a dar alguns passos, não tiver nenhum sinal a associação vira junto do governo para contactar e ver sobre os compromissos que vêm assumir”, recordou, dizendo por que “as pessoas falam depois materializam, e, nós como associação não vamos deixar passar esse erro”.

Um colóquio nacional sobre os acontecimentos do Quatro de Janeiro de 1961 poderá acontecer nos próximos tempos, defendeu o responsável da instituição que pretende introduzir alterações na maquete inicial do memorial duas imagens, nomeadamente de Teka- dia – Kinda e do soba Nzage Longo.

A construção dos túmulos de Ngola Kiluanje, da rainha Nginga Mbande e Kukulo- Angola – Marimba são outras exigências da associação.

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