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O LRA parece contar apenas com algumas centenas de combatentes

  • Gabe Joselow

Joseph Kony

Joseph Kony

Encontrar Joseph Kony não é tarefa fácil

Durante anos, Joseph Kony e o Exército da Resistência do Senhor, ou LRA, aterrorizaram as populações da região central de África, sequestrando milhares de crianças e assassinando centenas de pessoas numa rebelião violenta.

Na Rádio Zereda em Obo, na República Centro Africana, um locutor apresenta um programa especial para as vítimas do LRA.

Diz ele, que aqueles que foram raptados pelo grupo rebelde para fugirem e voltarem a suas casas, onde as famílias os vão aceitar quaisquer que tenham sido as atrocidades que tenham cometido.

Emmanuel Daba, um dos locutores da Rádio Zereda e o director da associação das vítimas do LRA foi raptado em 2008, tendo passado um ano com os rebeldes.

Daba refere que efectuou ataques contra aldeias no Sudão do Sul e no Congo, tendo assassinado muitas pessoas com catanas, com paus e matracas.

Daba foi um dos milhares de rapazes e raparigas raptados pelo LRA desde que o grupo desencadeou uma rebelião no Uganda há mais de vinte anos atrás.

Desde então, o grupo expandiu a actividade para o Sudão do Sul, a República Democrática do Congo e a República Centro Africana. Outrora ascendendo aos milhares, o LRA parece contar agora apenas com algumas centenas de combatentes.

A população de Obo espera que a recente chegada de forças especiais dos Estados Unidos venha a aplicar o golpe final no grupo.

No centro de operações contra o LRA na República Centro africana, conselheiros dos Estados Unidos reúnem com os seus homólogos do sector militar ugandês e com representantes das forças armadas Centro Africanas.

Mapas do Centro de África cobrem a sala de conferências, lado a lado com fotografias dos comandantes do LRA, incluindo o líder do grupo Joseph Kony.

O centro faz parte da missão de ajuda e assistência dos estados Unidos na região central de África, um contingente autorizado o ano passado pelo presidente Barack Obama.

Os comandantes norte americanos referem que as tropas não vão realizar patrulhas, mas que operam na retaguarda para melhorar a capacidade dos militares da região.

Apesar da recolha de informações avançadas, encontrar Kony não é tarefa facil. Os rebeldes deixaram de utilizar telemóveis ou telefones de satélite para comunicarem entre si, tornando ainda mais difícil segui-los.

Informações secretas sugerem que Kony encontra-se algures na República Centro Africana, embora recentemente tenha sido indicado que o dirigente rebelde estava algures na região sudanesa de Darfur.

E embora, nos últimos anos, os ataques do LRA tenham sido menos frequentes e menos violentos, o receio do grupo continua a manter as populações acordadas nas aldeias do centro de África.

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