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Cinco feridos na marcha em Luanda

  • Alexandre Neto

Hugo Kalumbo, um dos organizadores da marcha

Hugo Kalumbo, um dos organizadores da marcha

A organização do MR-Movimento Revolucionário de Cacuaco, actualizou para cinco o número de feridos registados na abortada manifestação de sábado passado.

A organização do MR-Movimento Revolucionário de Cacuaco, actualizou para cinco o número de feridos registados na abortada manifestação de sábado passado.

Os jovens foram impedidos de marchar, atacados por um grupo de civis com rostos encapuzados.

Dois dos feridos queixaram-se de falta de atendimento nos hospitais públicos, supostamente por orientações baixadas neste sentido.

Os jovens pretendiam marchar contra o incentivo a droga, prostituição e álcool que passaram a ser do uso comum nalguns bairros de Luanda. São práticas disseram eles, incentivadas principalmente a partir dos actos políticos organizados pelo partido no poder.

Gervásio Costa é um dos manifestantes. No sábado contou ele, foram interpelados por uma alta patente da polícia que se fez ao local para supostamente deixar alguns bons conselhos, isto antes do ataque.

Um movimento de “caça ao homem” seguiu-se ao longo do dia. Hugo Kalumbo da organização da marcha reside na Petrangol e contou que a sua residência foi invadida a noite.

Apesar disso diz que não se sente intimidado e lembrou os algozes que este é um assunto que não tem nada a ver com os seus familiares.

Há mais de um mês a polícia tem vindo a prometer investigar sobre estes ataques contra manifestantes.

Todas as tentativas no sentido de ouvir os seus responsáveis, não resultaram.

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