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Cabo Verde quer regresso à constituição na Guiné-Bissau

  • Eugénio Teixeira

Jorge Carlos Fonseca

Jorge Carlos Fonseca

Jorge Carlos Fonseca avisa no entanto contra declarações "bonitas" que não podem depois ser aplicadas

O presidente de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca disse que tem que haver "uma dose de realismo" nas negociações sobre a Guiné-Bissau mas frisou que os objectivos das negociações devem ser o de "retomar os caminhos da legalidade constitucional".

Fonseca falava após um encontro na Cidade da Praia com o secretario de estado das relações exteriores de Angola e ministro dos estrangeiros da África do Sul e da Namibia.

O chefe de estado cabo verdiano avisou contra a tentação de se fazer "declarações muito fortes e muitos bonitas que depois não se traduzem por resultados eficazes no interesse das populações".

"È preciso ter muito cuidado na forma como trabalhamos os dados, mas o que interessa é que se tente chegar na Guiné Bissau a uma situação de normalização de modo a que a Guiné-Bissau tenha condiiçoes para ter estabilidade e paz e se possa retomar os caminhos para uma democracia e um estado de direito," disse.

"Neste momemnto há uma situação de anomalia constitucional e portanto o que se pretende é reverter a situação actual e retomar os caminhos da normalidade constitucional," acrescentou.

No encontro Jorge Carlos Fonseca recebeu uma carta enviada
pelo homólogo angolano, que neste momento é simultaneamente presidente da SADC e da CPLP.

Embora o teor da carta não tenha sido divulgado, presume-se que a mesma esteja relacionada com o pedido de apoio para a candidatura da sul-africana à presidência da União Africana.

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