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Angola: empresas estatais obrigam funcionários a pagar quotas ao MPLA


Angola: empresas estatais obrigam funcionários a pagar quotas ao MPLA

Angola: empresas estatais obrigam funcionários a pagar quotas ao MPLA

No interior de Angola, funcionários de empresas estatais acusam a entidade empregadora de estar a forçar os seus empregados a pagar as quotas para o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ate mesmo para quem não milita naquele partido.

No interior de Angola, funcionários de empresas Estatais acusam a entidade empregadora de estar a forçar os seus empregados a pagar as quotas para o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ate mesmo quem não milita naquele partido.

O caso tem sido muito visível ao nível das províncias de Benguela e do Huambo onde muitos funcionários remetem-se ao silêncio com medo de perderem os seus empregos.

No Huambo, por exemplo, populares denunciaram a Voz da América que, as pessoas são obrigadas apresentarem o cartão de militantes do MPLA para ingressarem na função pública.

Entretanto, o secretário para informação do MPLA, daquela província, Janeiro Lopes, desmentiu as alegações, afirmado que essa pratica deixou ser utilizada em 1992, após a transição para o multipartidarismo.

Já em Benguela, a VOA, fontes do Porto Comercial do Lobito afirmaram que, os cerca de 1800 funcionários que aquela empresa tem, sofrem descontos salariais directamente do banco para as contas do MPLA, ainda que, todos os trabalhadores não se revêem naquela formação partidária.

Os cortes forçados para o benefício do partido no poder, acrescentaram os empregados, variam entre 2 a 3 dólares mes em função do salário que cada funcionário aufere.

Um trabalhador do porto que não quer fazer descontos sobre os seus salários apresentou a esta estação emissora, um recebo do mês de Março com o respectivo corte salarial a favor do partido no poder. O mesmo diz que nunca reivindicou para não ser descontado com medo de ser despedido da empresa.

Por sua vez, Pedro Joaquim, presidente em exercício do Conselho de Administração daquela empresa portuária, disse que, dos 1800 trabalhadores apenas 100 são descontados por militarem no MPLA, na sequencia de um entendimento chegado entre aquela partido e a direcção da empresa.

Victorino Nhany, secretário provincial do Movimento Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), considera que, houve em Angola uma transição para o multipartidarismo sem transição para a democracia, alegando que, apesar da viragem a lei do país continua a ser a do partido único, no qual a adesão e promoção são controladas de acordo com critérios políticos e fidelidade ao MPLA.

“ O MPLA ainda não entendeu que estamos numa fase de aplicar a força do argumento e está a aplicar o argumento da força em que cidadão é coagido a aderir a força”

“ Estamos diante dum estado autoritário em que a força está por cima da própria razão”, acrescentou o politica.

O político sublinhou ainda que, de acordo com a constituição angolana nenhum cidadão é forçado a pagar quotas para um determinado partido.

“ Neste contesto a liberdades fundamentais do cidadão funcionário está sendo coarctada” conclui Vitorino Nhany

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