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Angola: Assembleia Nacional censura Kamalata Numa

  • Agostinho Gayeta

Abílio Kamalata Numa, deputado e secretário-geral da UNITA agora censurado pela Assembleia Nacional

Abílio Kamalata Numa, deputado e secretário-geral da UNITA agora censurado pela Assembleia Nacional

A Assembleia Nacional angolana decidiu censurar o secretário-geral da UNITA, Abílio Kamalata Numa, pela greve da fome que realizou recentemente.

A Assembleia Nacional angolana decidiu censurar o secretário-geral da UNITA, Abílio Kamalata Numa, pela greve da fome que realizou recentemente.

A comissão de mandatos, ética e decoro parlamentar da Assembleia Nacional angolana atribuiu o castigo de censura registada a Abílio Kamalata Numa pela greve da fome levada a cabo no Huambo.

Kamalata Numa, foi ouvido a 15 de Março para clarificar o caso que o levou a realizar uma greve da fome à porta de uma esquadra policial no Bailundo na província do Huambo em solidariedade António Kaputo, um militante do seu partido que teve problemas com um Soba naquela localidade por hastear a bandeira da UNITA.

O deputado e secretário-geral da UNITA diz que vai analisar o recurso com os seus advogados prometendo entretanto continuar a manifestar-se daquele modo.

Para a constatação da alegada intolerância política no Huambo a Assembleia Nacional criou uma comissão de inquérito, liderada pelo deputado da UNITA e presidente da 8ª comissão do Parlamento, Armelindo Jaka Jamba, cuja conclusão foi propor ao presidente da Assembleia Nacional o castigo de censura registada.

Jaka Jamba falou por outro lado de insuficiências de provas para as alegações que constam do dossier da Assembleia Nacional, daí, segundo o deputado, a razão para uma admoestação apenas ao secretário-geral da UNITA.

Abílio Kamalata Numa disse entretanto não estar de acordo e adiantou que vai analisar com os seus advogados mecanismos para um possível recurso.

Prometeu por outro lado preparar-se para eventual manifestações ou mesmo greve da fome “até que o governo se assuma como defensor do povo.”

O general Numa apela também que os adversários políticos em Angola sejam encarados como compatriotas e não como inimigos.

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