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Força aérea do Sudão bombardeia Sul e mata civis

  • Gabe Joselow

Confrontos próximo da fronteira fizeram deslocar cerca de 35 mil pessoas

O Sudão do Sul indicou que tenciona retaliar contra o Sudão por aquilo que considera ser actos de guerra praticados pelo vizinho do Norte.

Aviões sudaneses continuam a bombardear o território do Sul dias depois das tropas do Sudão do Sul terem retirado de uma localidade petrolífera que esteve no centro dos recentes confrontos.

Pelo menos três pessoas foram mortas nos ataques aéreos incluindo um jovem.

Durante a visita à China, o presidente do Sudão do Sul Salva Kiir afirmou que as acções recentes do Sudão constituem uma declaração de guerra contra o Sul.

Os comentários seguem-se a uma série de ataques bombistas no estado sulista da Unidade cuja responsabilidade é atribuída a forças armadas sudanesas.

O adjunto do ministro da Defesa do Sudão do Sul D´Agoot indicou à Voz da América em Bentiu, que "o que acontecer nos próximos dias vai ser crucial sob a possibilidade de os dois países poderem evitar a eventualidade de um conflito total”.

O sector militar do Sudão do Sul, o SPLA, está a enviar reforços para a fronteira com o Sudão, com fontes militares a indicar que estão a preparar posições defensivas para responder a qualquer provocação por parte de Cartum.

A tensão permanece elevada entre as duas partes após o SPLA ter retirado da localidade de Heglig, que ocupou, no princípio do mês, durante dez dias.

Juba sustenta que abandonou a área em resposta à pressão internacional, enquanto Cartum afirma que recuperou a localidade pela força.

O presidente sudanês Omar al-Bashir visitou esta segunda-feira Heglig para demonstrar que as suas forças controlavam o território.

Bashir afirmou aos militares que não serão realizadas mais conversações com Juba e que o Sul apenas compreende a linguagem da guerra.

O adjunto do ministro da Defesa do Sudão do Sul referiu não estar convencido da retórica de guerra do Sudão.

A agência de refugiados da ONU indicou que os recentes confrontos próximo da fronteira fizeram deslocar cerca de 35 mil pessoas em zonas da província do Kordofan do Sul.

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