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CEDEAO rejeita plano dos militares para transição na Guiné-Bissau


Soldado guineense estacionado numa rua de Bissau

Soldado guineense estacionado numa rua de Bissau

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou como ilegal uma proposta da junta militar da Guiné-Bissau para organizar novas eleições dentro de dois anos.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou como ilegal uma proposta da junta militar da Guiné-Bissau para organizar novas eleições dentro de dois anos.

O director para a comunicação social da CEDEAO, Sonny Ugoh, disse que o bloco sub-regional exige um regresso imediato ao regime constitucional na Guiné-Bissau, acrescentando que o anúncio da junta é inaceitável:

“Fomos completamente apanhados de surpresa por esse desenvolvimento, porque está em total desacordo com o entendimento que a delegação da CEDEAO teve com membros da junta, o que nos deu esperança de estarmos a caminho de uma imediata restauração da democracia no país.”

Ugoh disse num comunicado enviado à imprensa que a junta militar tinha prometido, após um encontro com uma delegação de alto nível da CEDEAO em Bissau no dia 16 de Abril, colocar-se à margem para abrir caminho para o regresso imediato à normalidade constitucional.

Mas numa reviravolta, os líderes do golpe anunciaram quinta-feira terem assinado um acordo com 24 partidos políticos para formar um Conselho Nacional de Transição, para governar a Guiné-Bissau durante um período de dois anos.

O antigo partido no poder, o PAIGC, anunciou que não irá reconhecer o acordo. O seu porta-voz, Fernando Mendonça, disse á Voz da América que as conversações entre líderes do golpe militar e alguns partidos políticos sobre o retorno do poder aos civis era simplesmente o que chamou de uma “farsa”:

O director da para a comunicação social da CEDEAO, Sonny Ugoh, disse ser lamentável que partidos políticos apoiem a proposta da junta militar.

“Para nós é estranho que partidos políticos que concorrem no espírito da democracia participem neste tipo de arranjo que é completamente contrário à constituição do país…que é contrário aos instrumentos da democracia e de boa governação regionais”, afirmou.

Ugoh disse ainda que “parece ser uma forma dissimulada para aqueles partidos alcançarem o poder, em vez de confiarem nos votos das pessoas”.

A comissão da CEDEAO divulgou um comunicado na quinta-feira reiterando a sua rejeição ao que descreveu como a usurpação do poder pela junta militar da Guiné-Bissau. O bloco sub-regional africano disse também que não reconhecera quaisquer arranjos transicionais com outros partidos políticos.

Tanto a União Africana como a CEDEAO suspenderam a Guiné-Bissau de membro após o golpe de estado.

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