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Crise na Guiné não justifica força multinacional - diz especialista


Um militar guardando o edifício da Assembleia Nacional em Bissau

Um militar guardando o edifício da Assembleia Nacional em Bissau

Vasco Martins, do IPRIS, diz que tropas estrangeiras serão recebidas como força invasora e os militares guineenses vão lutar pela honra

Vasco Martins analisa o envio de tropas

O investigador Vasco Martins, do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS), analisou para a Voz da América as consequências de um eventual envio de uma força de interposição ou de intervenção para a Guiné-Bissau.

As Naçõees Unidas estão a analisar as possibilidades do envio de uma força multinacional depois do pedido formulado quinta-feira numa reunião especial do Conselho de Segurança pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mamadu Djalí Pires.

O pedido do governante guineense teve o apoio incondicional de Angola e de Portugal através dos ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Porta e das Relações Exteriores, Georges Chikoti também presentes na sessão.

A proposta de envio de tropas estrangeiras para Bissau pode no entanto levantar questões de natureza legal a luz do direito internacional. E é isso mesmo que disse à Voz da América, Vasco Martins do IPRIS.

Este investigador português considera que o actual ponto de conflito não avaliza o recurso a força, tanto mais que não existe confrontos entre duas partes beligerantes. O especialista evoca igualmente as possiveis consequências de uma eventual presença militar estrangeira na Guiné-Bissau que será recebida como força ocupante pelos militares e em vias disso ser a razão para o desencadear de uma confrontação.

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