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Durão Barroso reúne-se com Eduardo dos Santos

  • Alexandre Neto

Um pouco mais de cooperação com Angola. Comissário Europeu está em Luanda para tal fim

Um pouco mais de cooperação com Angola. Comissário Europeu está em Luanda para tal fim

Situação na Guiné-Bissau foi discutida. Objectivo da visita é tambem fortalecer relações entre a UE e Angola

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, iniciou uma curta viagem de 48 horas a Luanda que tinha inicialmente como objectivo essencial concertar caminhos para o relançamento da cooperação entre a Europa e Angola.

Contudo o golpe de estado na Guiné-Bissau levou a que a situação nesse país se tornasse num dos aspectos mais imoprtantes da sua visita.

Barroso reuniu-se quinta-feira com os líderes dos Grupos Parlamentares e foi recebido pelo presidente do Parlamento António Paulo Kassoma.

Mais tarde avistou-se com o Presidente José Eduardo dos Santos e deveria participar também numa cerimónia de assinatura de contratos com organizações da sociedade civil para projectos na área de educação cívica e observação eleitoral, no valor de 1,2 milhões de euros.

Sexta-feira Durão Barroso é homenageado no campus da Universidade Agostinho Neto, ao Camama, onde profere uma palestra sobre “Europa-Angola 2012: um novo caminho conjunto”.

Também Sexta-feira o presidente da Comissão Europeia visita um projecto financiado pela União Europeia no bairro do Sambizanga.

A visita oficial de Durão Barroso serve também para passar em revista os programas de cooperação bilateral, no âmbito económico, político, de desenvolvimento e social, perspectivar e projectar o futuro das relações bilaterais. É neste âmbito que está prevista a assinatura de um acordo de parceria estratégica.

Devido aos últimos acontecimentos na Guiné-Bissau, a situação naquele país adquiriu estatuto de incontornável na agenda do encontro com o Chefe de Estado angolano.

Numa altura em que a Comunidade Internacional desenvolve esforços diplomáticos no sentido de se solucionar a situação na Guiné-Bissau, após o golpe de Estado levado a cabo por militares no dia 12, a visita do presidente da Comissão Europeia, marcada há vários meses, surge em momento oportuno na medida em que José Eduardo e Durão Barroso puderam discutir em detalhe sobre o dossier Guiné-Bissau, com realce para as razões que levaram Luanda a dar por finda a sua missão de segurança naquele país.

Há que realçar que numa conferência de imprensa, na terça-feira, em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia repudiou o golpe de Estado na Guiné-Bissau.

Acompanhado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, Durão Barroso deixou claro que a União Europeia está ao lado dos líderes democraticamente eleitos na Guiné-Bissau e “não tolerará golpes contrários à Constituição guineense e ao Estado de direito”.

A CPLP, que tem na presidência Angola, defendeu no passado sábado a criação de uma força de interposição na Guiné-Bissau com o aval da Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de garantir a defesa da paz e da segurança e a assegurar a ordem constitucional.

O repto lançado após a reunião do conselho de ministros da organização, sábado último, em Lisboa, vai no sentido de obter um mandato definido pelo Conselho de Segurança da ONU com vista a protecção das instituições, das autoridades legítimas e das populações, bem como a conclusão do processo eleitoral e a concretização da reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau.

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