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Guiné-Bissau: PAIGC não aceita acordo de transicão proposto pelos golpistas


Membros do PAIGC com Carlos Gomes Junior ao centro (foto de arquivo)

Partido de Carlos Gomes Junior rejeitou o pacto entre os militares e os partidos da oposição de dois anos de governo de transição

O PAIGC rejeitou hoje o acordo de ontem assinado entre o Comando Militar os Partidos da Oposição.

O partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde, anunciou através do porta-voz de Secretaria Nacional, Fernando Mendonça, que não reconhece nenhuma "instituição que não tenha dignidade ou valor constitucional".

Falando há momentos à Voz da América, Mendonça sublinhou que o seu partido exige a libertação dos seus líderes, nomeadamente Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira assim como o regresso a ordem constitucional e a conclusão do processo eleitoral suspenso pelo golpe de Estado.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá tomar hoje novamente posição sobre a crise na Guiné-Bissau, numa reunião a pedido de Portugal.

Devem participar no encontro os ministros dos Negócios Estrangeiros português, angolano, guineense e o representante da ONU em Bissau.

Segundo fonte diplomática portuguesa, o Conselho de Segurança ouvirá um 'briefing', pelo representante especial Joseph Mutaboba, além dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau e de Angola, em nome da presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Haverá igualmente intervenções do ministro dos negócios estrangeiros de Portugal Paulo Portas, e de representante da CEDEAO.

De referir que o Secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, disse estar "seriamente preocupado" por os líderes do golpe de Estado estarem a ignorar os apelos da comunidade internacional e a "agravarem" a crise política com o anúncio de planos para criação de um governo de transição nacional.

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