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MNE do Brasil discutiu Guiné-Bisssau com Hillary Clinton


Hillary Clinton cumprimentando a presidente Dilma Rousssef e o antigo presidente Lula da Silva

Hillary Clinton cumprimentando a presidente Dilma Rousssef e o antigo presidente Lula da Silva

Chefe da diplomacia brasileira, António Patrício quer a conjução de esforços internacionais e regionais para resolver a crise

O ministro das relações exteriores do Brasil disse que gostaria que houvesse uma coordenação envolvendo os Estados Unidos e outros países e grupos regionais na pacificação e estabilização da situação política na Guiné-Bissau.

António Patriota falava por ocasião de uma visita de dois dias no início desta semana ao Brasil da Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

O balanço da visita da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, à Brasília é marcado, entre outros assuntos, pelo aprofundamento de acordos comerciais Brasil - Estados Unidos, por conversas políticas sobre a Síria, o Irão e a Guiné-Bissau, além da discussão sobre cooperação trilateral envolvendo o Brasil, os Estados Unidos e países da África.

Hillary encerrou uma visita de dois dias à capital federal, nessa terça-feira, 17. A Secretária de Estado chegou a Brasília, na noite de domingo, para uma visita que tinha o objetivo de ser uma extensão da passagem da presidente Dilma Rousseff pelos Estados Unidos.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, resumiu a importância passagem da secretária pelo Brasil. “Uma visita que contribuiu para estabelecer uma nova narrativa, uma parceria entre os EUA e o Brasil para o século 21, centrada em interesses econômicos, comerciais, além de ciência, tecnologia, inovação e educação”.

Segundo o ministro, a visita da secretária de estado norte-americana foi fundamental para aprofundar as discussões iniciadas pelo presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff.

“Para levarmos em frente os acertos e a cooperação que foi negociada, inclusive, no comunicado conjunto muito ambicioso adotado em Washington no contexto do que chamamos de diálogo de parceria global. É um diálogo que envolve a secretária de estado norte-americana e o ministro das relações exteriores do Brasil em torno de uma agenda que é política, por um lado, temos um grupo sobre a América Latina e uma sobre África, com algumas idéias bem concretas de cooperação trilateral, por exemplo, na África em áreas como bicombustível. Mas, também, envolve temas como economia e comércio, assuntos cibernéticos, educação e cultura”, explicou Patriota.

No balanço da visita, o ministro destacou a conversa com a secretária norte-americana sobre a situação em Guiné-Bissau. “É uma questão que está nos preocupando muito. Uma situação grave que se configurou nesse frágil e pequeno país da comunidade de Língua Portuguesa na África”.

“Gostaríamos de ver uma coordenação envolvendo Estados Unidos e outros países, além de grupos regionais, na pacificação, estabilização e busca de uma transição política que assegure a democracia neste país africano”, afirmou o ministro.

Aqui no Brasil, as situações na Síria e no Irã, países palco de desrespeito aos direitos humanos e convenções internacionais, também fizeram parte das reuniões da agenda da secretária Hillary.

Como não poderia deixar de acontecer, a alta representante americana foi instigada a falar porque os Estados Unidos não apóiam declaradamente, como faz com a Índia, a aspiração brasileira por um assento nas Nações Unidas. Em um discurso de elogios ao país, a secretária disse que é difícil imaginar um Conselho de Segurança que não inclua o Brasil no futuro, mas que isso não depende somente dos EUA.

A secretária elogiou também a luta do governo da presidente Dilma Rousseff contra a corrupção, dizendo que o comprometimento da presidente com abertura e transparência está estabelecendo um padrão global. Hillary diz que EUA 'mal podem esperar' mais turistas e estudantes brasileiros.

A secretária esteve ainda com empresários em um evento na CNI (Confederação Nacional da Indústria) e reforçou a intenção de seu governo de incentivar empresas americanas a aumentar os investimentos no Brasil, especialmente no setor de energia.

O presidente da CNI, Robson Andrade, destacou como muito importante a passagem da secretária americana pelo Brasil neste momento de grandes perspectivas de negociações entre os dois países. “São amplas as possibilidades de ação conjunta nos segmentos de educação, ciência e tecnologia, temas de crescente relevância na agenda da política industrial brasileira e em recentes medidas de estímulo econômico adotadas nos Estados Unidos”.

“Em outras áreas de cooperação entre Brasil e Estados Unidos muito ainda pode ser feito. A celebração de um acordo, por exemplo, para evitar a bi-tributação continuará entre nossas prioridades”, explicou.

Assim como a secretária, o presidente da CNI falou das possibilidades de cooperação entre americanos e brasileiros no setor de energia. “As oportunidades de investimentos de empresas norte-americanas no Brasil são infinitas, em especial no campo da infra-estrutura. Os projetos em petróleo e gás, por exemplo, vão demandar mais de 225 bilhões de dólares nos próximos anos. Nossos portos estão sendo expandidos e os aeroportos concedidos à iniciativa privada”, encerra.

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