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Huambo: UNITA chama “circo de palhaços” à CNE

  • António Capalandanda

Liberty Chiyaca, secretário provincial da UNITA no Huambo, numa conferência de Imprensa no Cachiungo

Liberty Chiyaca, secretário provincial da UNITA no Huambo, numa conferência de Imprensa no Cachiungo

A UNITA suspendeu o mandato dos seus comissários nas comissões provincial e municipais eleitorais na província do Huambo alegando que aquele órgão não passa de “circo de palhaços.”

A UNITA suspendeu o mandato dos seus comissários nas comissões provincial e municipais eleitorais na província do Huambo alegando que aquele órgão não passa de “circo de palhaços.”

Liberty Chiyaca, secretário da UNITA no Huambo, disse que, o afastamento do seu partido não irá afectar a sua capacidade de monitorizar o processo eleitoral, mas adverte que o mesmo deverá afectar a credibilidade das eleições.

A oposição exige a retirada de Suzana Inglês do cargo de presidente da CNE e invalidade de todos os seus actos enquanto presidente daquele órgão.

Chiyaca confirmou à imprensa, a realização de uma manifestação pacífica que será coordenada com outras províncias de Angola para reivindicar o respeito da legalidade.

“O país recua no caminho de Estado Democrático de Direito, os angolanos recuam, a paz social, a paz militar fica ameaçada, a estabilidade fica em causa” disse o político para quem “portanto mais importante do que não participar em órgãos ilegais, seria perigoso para democracia a UNITA pactuar com a ilegalidade.”

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, defendeu, recentemente, no Moxico, a Comissão Nacional de Eleições e advertiu a oposição contra o uso do "espantalho da desconfiança" e da fraude eleitoral.

Dos Santos, disse que a sua organização partidária não precisa fraude, truques, nem batota, alegando ser uma formação muito grande.

Para Chiyaca, o regime não tem interesse em realizar as eleições este ano e por isso recorre aos atropelos sistemáticos da lei para dilatar as datas previstas para a realização do próximo pleito eleitoral.

“ Temos tempo bastante para criação de condições para realizarmos um processo justo, livre, transparente e credível, só falta vontade política,” afirmou Chiyaca alegando que “ falta vontade politica porque o regime e os dirigentes do MPLA estão convencidos que vão perder nas eleições. Se tivessem conscientes da sua vitória não precisavam inventar presidente de comissões fantasmas, não precisavam colocar pessoas ilegais.”

Chiyana iniciou esta semana, no município do Cachiungo, a segunda fase da sua digressão pelos municípios, comunas e aldeias do Huambo, numa viagem que descreve para unir os angolanos para mudança dum regime há mais de 30 anos no poder.

“O tempo do MPLA acabou, o tempo de desculpas da má governação acabou, o tempo dos desvios do erário público acabou, o tempo do regime ditatorial e corrupto acabou”

A província do Huambo, segundo o político, é uma praça eleitoral que detém 17 por cento dos membros do maior partido na oposição. Actualmente a UNITA conta com 167 mil militantes registados contra os 134 mil de que despunha no inicio do ano passado.

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