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Cabo-Verde: Depois dos combustíveis, é a vez da electricidade

  • Eugénio Teixeira

Preço dos transportes públicos também subiu, e os sindicatos estão a reclamar o reajuste salarial

Depois do aumento de preços dos combustíveis que aconteceu recentemente, com a gasolina a atingir quase 2,5 dólares o litro, os cabo-verdianos passam a pagar a electricidade mais cara a partir de hoje.

Segundo explicações avançadas pela agência da regulação económica, a alta de preços dos combustíveis verificado nos últimos meses a nível internacional, obriga a ARE a proceder neste momento um novo reajuste na tabela de preços da energia eléctrica produzido pelas empresas Electra e Água e Energia da Boa Vista.

Já em Fevereiro do corrente ano, a agência da regulação económica tinha aumentado os preços da electricidade, bem de consumo de extrema importância, por isso a maioria das populações começa a dar sinais de não aguentar os aumentos sistemáticos do custo de vida.

Também os preços dos transportes públicos de passageiros acabam de ser aumentados nas cidades da Praia e do Mindelo, os dois principais centros urbanos do arquipélago.

A preocupação dos cidadãos aumenta ainda mais, já que não tem havido a reposição do poder de compra, tendo em conta que nos últimos anos não se procedeu ao aumento de salários dos trabalhadores na administração pública.

Os sindicatos também se mostram preocupados com a situação dos trabalhadores e da população no geral, com o sindicalista João Pires a exigir medidas por parte do Governo para repor o poder de compra dos cabo-verdianos, sobretudo da camada mais desfavorável da população.

Enquanto os cidadãos reclamam pela reposição do poder de compra neste caso - o aumento salarial, o Governo através do Secretário de estado da Administração Pública tem socializado o novo Plano de Cargos de Carreira e Salários que diz pretender implementar.

Sobre essa matéria, consta que as centrais sindicais querem conhecer os números, para depois rubricarem qualquer acordo.

Outra questão na ordem do dia prende-se com a não devolução pelo ministério das Finanças do UIR Imposto Unidos sobre Rendimento relativo ao ano de 2008, o que tem originado muita contestação, com algumas categorias profissionais a ameaçarem recorrer a paralisação laboral.

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