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Namibe: Julgamento de feitiço termina em pancadaria

  • Armando Chicoca

Valeu a pena a estratégia do soba Pascoal Likeke que antes de sentar-se com as pessoas envolvidas nas acusações de feitiço, entrou em contacto com a Polícia para o acompanhamento discreto à distância.

Valeu a pena a estratégia do soba Pascoal Likeke que acostumado com os conflitos de feitiçaria, secretamente, antes de sentar-se com as pessoas envolvidas nas acusações de feitiço, entrou em contacto com a Polícia para o acompanhamento discreto à distância.

O caso, envolvendo dois primos da mesma família, foi o mais difícil para o soba Pascoal Likeke, não só pela natureza e complexidade do tratamento consuetudinário de casos de feitiçaria, mas sobretudo pela moldura humana que superlotou o jango do soba, ao ponto de dificultar também a circulação de pessoas e bens na estrada do Mercado Cinco de Abril.

Mais de 500 pessoas estiveram presentes e o julgamento terminou em pancadaria, com um saldo de 10 pessoas feridas, prontamente socorridas para o hospital e a detenção de três outras, presumíveis autores do acto de brutalidade, valendo assim a pronta intervenção da Polícia no local.

No hospital, segundo a enfermeira, alguns dos feridos estavam a reagir satisfatoriamente.
As acusações de feitiçaria ganham contornos assustadores. Diariamente segundo o soba Pascoal Likeke são julgados casos de feitiçaria, alguns dos casos por acusações baratas e outros casos de acusações verdadeiras.

Perguntamos ao soba se tem medo ou não de feitiço, munene Likeke disse que um soba não pode temer do feitiço.

Pascoal Likeke sublinha que os problemas de feitiço devem ser resolvidos pelos sobas e os tribunais comuns devem ocupar-se de outras coisas. Alguns familiares das partes envolvidas discordam e dizem que o soba Pascoal Likeke foi parcial, favorecendo uma das partes.

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