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Moçambique: Dhlakama está contente

  • Faizal Ibramugy

Afonso Dhlakama durante as eleições de 2009 em Moçambique (Arquivo)

Afonso Dhlakama durante as eleições de 2009 em Moçambique (Arquivo)

Líder da oposição moçambicana diz que agradou-lhe a forma como o presidente Guebuza lhe expôs e aceitou as ideias

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama disse estar satisfeito com a nova viragem política, sobretudo no domínio da economia, defesa e segurança do país. Afonso Dhlakama que falava momentos depois de ter-se reuniu em privado neste Domingo com o Presidente da República na cidade de Nampula disse em repetidas vezes ter ficado satisfeito com a forma como foram abordadas as diversas questões exigidas pela sua formação politica.

Afonso Dhlakama disse que para além destes pontos, durante o encontro foram discutidos outros pontos como são os casos dos investimentos, a Força de intervenção Rápida e a maneira como são constituídas os órgãos eleitorais versos manobras eleitorais, tendo enfatizado o artigo 85 da lei eleitoral que segundo ele legaliza e permite enchimentos nas urnas.

“Não tivemos nenhuma solução de cada ponto pois são coisas deligadas. Mas o facto do segundo encontro é encorajador para o povo moçambicano. Como sabe era muito difícil encontrar-me com o meu irmão Armando Guebuza”, disse Afonso Dhlakama, classificando isso de uma autentica viragem, pois, “este era um homem muito duro, mas agora a dureza parece entender que o país precisa que as pessoas falem”.

Sobre os confrontos do passado dia 8 de Março, Afonso Dhlakama disse ter se queixei da provocação policial e o chefe do Estado assumiu a provocação e lamentou o sucedido. Porém Armando Guebuza, não quis prestar declarações. Os seus assessores alegaram que “a nossa filosofia na presidência da república só fala quem é recebido”.

O líder do maior partido da oposição, em Moçambique reiterou a posição de a sua formação política poder desencadear em breve a propalada manifestações pacifica visando tirar a Frelimo do poder, porém voltou a falar do não retorno à guerra.

O encontro entre Guebuza e Dhlakama durou uma hora e 45 minutos. Afonso Dhlakama foi primeiro a chegar ao Edifício do Governo provincial e, o chefe do estado fez se presente com 15 minutos de atraso.

No geral, o encontro aconteceu com um forte aparado policial devidamente armado representado os dois lados, isto é, estiveram presentes para além da segurança do chefe do estado, agentes da polícia ao mais alto nível e a guarda pessoal de Afonso Dhlakama. Antes do encontro houve discussão entre as partes, mas o problema ficou resolvido pacificamente.

Entretanto não foi agendado o próximo encontro, mas Dhlakama disse ter trocado número de telefone com o seu companheiro, a partir do qual serão efectuados contactos telefónicos permanentes sobre os variados assuntos.

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