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Angola: Oitocentas casas serão construídas no Namibe para famílias de baixa renda

  • Armando Chicoca

Crianças num jardim da cidade de Namibe (Arquivo)

Crianças num jardim da cidade de Namibe (Arquivo)

A obra faz parte do programa governamental de construção de um milhãos de novas residencias e vai estar pronta em Junho

Teve lugar esta semana o lançamento de primeira pedra da obra de construção de oitocentas residenciais para famílias de baixa renda na província do Namibe.

As casas destinam-se às populações que vivem em extrema pobreza e serão construídas em quatro municípios daquela província.

O lançamento do programa de construção de oitocentas residências de baixa para população em extrema pobreza nos Municípios do Interior da Província, aconteceu no Município do Virei, no passado dia 10 do mês em curso.
Quatro dos cinco Municípios da província, foram contemplados com a construção de duzentas residências cada, a partir da passada Segunda-feira, 10 do mês em curso. As respectivas residências deverão ser concluídas até ao próximo mês de Junho, segundo revelou a Voz da América, o Director das obras públicas e Urbanismo, Arquitecto Carlos de Sá, durante o acto de lançamento do primeiro tijolo, nas terras do carneiro.
O Município do Virei, dista há 130 quilómetros da sede da capital da província e é tido como sendo um dos que se posicionou na cauda do desenvolvimento infra-estrutural dos cinco Municípios que compõem a província.
Vive-se dificuldades de vária ordem que começam desde a acomodação de professores, enfermeiros e outros técnicos que desafiam o deserto das terras do carneiro, trabalhar para as comunidades locais
predominantemente pastoris, onde a água também um outro quebra-cabeça.
O projecto de edificação de novas residências esta orçado em 125 milhões, 358 mil e 358 kwanzas.
Apesar de as residências em causa estarem direccionadas a população carenciada, vulgo pobre, questiona-se no entanto os critérios de distribuição.
A Governadora do Namibe Cândida Celeste da Silva, considera um passo importante no programa de desenvolvimento dos Municípios, a construção destas residências. A governante reitera que além de trazer melhorias na vida da população, o projecto, enquadra-se no compromisso assumido publicamente pelo chefe do executivo angolano Eng.º José Eduardo dos Santos aquando das eleições de 2008, anunciando a construção de um milhão de casas em todo país.
«Estas casas fazem parte da quota que diz respeito a população do Município do Virei, os Municípios da Bibala, Camucuio e Tombwa, também estão contempladas com duzentas residências, ao passo que no Namibe serão construídas 4 mil residências», esclareceu, a governante do Namibe Cândida celeste da Silva.
No âmbito do programa de luta contra a fome e miséria, os Municípios da província do Namibe estão igualmente inseridos no projecto de construção de residências evolutivas, um modelo de casas em que o estado constrói dois quartos, cozinha e casa de banho e o feliz contemplado procederá acabamentos depois da sua ocupação.
Na localidade do Munda, há 45 quilómetros a sul da sede do Município do Virei, na linha limítrofe com o Município da Chibia Província da Huíla, estão a ser erguidas algumas destas residências, financiadas
pela Casa Civil da república, através da secretaria para assuntos sociais.
Oito mil dólares é o custo de cada uma destas casas, também destinadas as comunidades vulneráveis de entre as sinistradas das cheias do ano 2011.
A Governadora do Namibe, incentivou a população local que apesar da situação de transumância que se tornou cultural, era bom que as comunidades se concentrassem num só sítio, para permitir que o estado coloque ali, escolas, hospitais, água e outros bens indispensáveis a vida dos autóctones.
Qualquer cidadão que assim entender construir a sua própria casa, pode buscar apoio do governo colocado a vossa disposição, bastando contactar a administração Municipal do Virei. O Governo local vai
comparticipar com os meios disponíveis e a população pode proceder acordos com os empreiteiros sobre as modalidades de pagamento, que poderá ser por intermédio da permuta com o gado.
Três ou quatro cabeças de gado, é o suficiente para pagar ao empreiteiro e, a outra parte a pagar, ficara por conta da Administração do Município, disse Cândida Celeste da Silva.

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