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Genocídio no Ruanda foi há 17 anos

  • Paulo Faria

Genocídio no Ruanda foi há 17 anos

Genocídio no Ruanda foi há 17 anos

O Ruanda assinalou hoje o décimo-sétimo aniversário de um dos piores genocídios na história moderna que matou quase um milhão de pessoas.

O Ruanda assinalou hoje o décimo-sétimo aniversário de um dos piores genocídios na história moderna que matou quase um milhão de pessoas.

7 de Abril de 1994 foi o primeiro dia de uma iniciativa de 100 dias liderada por um dos três grupos étnicos do Ruanda para exterminar outro grupo étnico. Perto de um milhão de pessoas foram mortas por amigos, vizinhos e estranhos influenciados por uma maciça campanha de propaganda.

Desde então, um tribunal das Nações Unidas tem levado os seus responsáveis a julgamento e prendeu 49 destacados políticos, empresários, personalidades dos midia e outros envolvidos no genocídio.

Cerca de um milhão e meio de pessoas que foram acusadas das mortes ou agido de outra forma quando os assassínios ocorreram viram os seus casos ouvidos por tribunais comunitários no Ruanda.

O embaixador do Ruanda no Quénia, George William Kayonga, disse pensar que essas e outras iniciativas de justiça levaram a muito perdão, reconciliação e cicatrização no Ruanda, embora enviando um forte sinal:

“O país não perdoará a impunidade. Para o genocídio ter ocorrido no Ruanda foi porque a população pensou que podia fazer tudo, mesmo matando alguém, convencida de que nada aconteceria e não seria punida por isso.”

O embaixador Kayonga disse ter visto sinais de que a campanha de extermínio que aconteceu no Ruanda esta também a germinar noutros lados.

Um notável exemplo ocorreu no vizinho Quénia. Durante a violência pós-eleitoral no país, pelo menos 1000 pessoas foram mortas largamente com base na sua etnicidade.

Roland Amoussouga, porta-voz do Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas para o Ruanda, afirmou que o tribunal tem ensinado ao mundo que ninguém está acima da lei, particularmente com o julgamento do primeiro-ministro ruandês de então, Jean Kambanda:

“A mensagem é de que, se um primeiro-ministro pode ser preso e acusado, também todos o podemos ser. Isso levou à prisão subsequente do antigo presidente da Jugoslávia, Slobodan Milosevic, e à prisão do antigo ditador chileno Augusto Pinochet na Inglaterra.”

O Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas para o Ruanda tem uma serie de julgamentos marcados até ao final do ano.

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