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Malanje: Casas sociais continuam por acabar

  • Isaías Soares

Casa abandonada no bairro social da juventude de Malanje

Casa abandonada no bairro social da juventude de Malanje

Cerca de três anos depois continuam por concluir as obras de construção de 92 casas do bairro social da juventude de Malanje.

Cerca de três anos depois continuam por concluir as obras de construção de 92 casas do bairro social da juventude de Malanje, a sul da capital provincial.

O secretário provincial da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), Carlos Xavier Luís Lucas, mostrou-se preocupado com o incumprimento da promessa por parte do executivo provincial.

“É de lamentar esta situação como jovem, é de lamentar o governo que temos, infelizmente é um governo que não se rege pelo espírito de boa fé, tão pouco, na resolução de problemas que afectam a juventude”, disse ele.

Carlos Lucas recordou que “os últimos contactos que temos vindo a fazer com o executivo provincial a única explicação que nos dão a respeito das mesmas casas é de que, a adjudicação das respectivas obras é da competência do governo central”, exclamando “sinceramente, nós somos um povo, claro somos os governados e precisamos de quem nos dirige pelo menos que se explica”.

O político da organização juvenil da UNITA afirmou que “o crescimento vertiginoso da economia angolana”, deve repercutir-se na execução de programas sociais.

O final do segundo semestre de 2009 era o tempo previsto para a conclusão do empreendimento orçado inicialmente em 300 milhões de dólares americanos a cargo da construtora “Angodima” no âmbito do projecto "Angola Jovem" do Ministério da Juventude e Desportos.

O governador de Malanje, Boaventura da Silva Cardoso, que visitou em Janeiro deste ano as referidas habitações, anunciou que as mesmas seriam inauguradas em Março último, depois de solucionado os problemas relacionados com os sistemas de água e energia eléctrica, actualmente pendentes.

“Gostaria de recordar que se trata de uma obra de âmbito central que neste estado carece urgentemente da intervenção do governo provincial em dois vectores muito importantes, que é o caso da energia e da água".

“Como devem calcular vai ser necessário agenciar recursos financeiros para instalarmos aqui água e a energia de acordo com as explicações técnicas que foram dadas”, garantiu o governador Boaventura Cardoso.

Cada residência foi projectada para agregar três quartos, duas salas, uma cozinha além de outros compartimentos, ocupando uma área de 450 metros quadrados.

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