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Angola: Repatriados estrangeiros ilegais em Malanje

  • Isaías Soares

Polícia de Malanje detendo imigrante ilegal

Polícia de Malanje detendo imigrante ilegal

Os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) em Malanje frustraram mais de duas dezenas de tentativas de violação de fronteira por parte de cidadãos estrangeiros ilegais desde o princípio de 2012, anunciou esta terça-feira, o director provincial daquela instituição, Aristides Costa.

Os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) em Malanje frustraram mais de duas dezenas de tentativas de violação de fronteira por parte de cidadãos estrangeiros ilegais desde o princípio de 2012, anunciou esta terça-feira, o director provincial daquela instituição, Aristides Costa.

Os imigrantes em situação migratória irregular são repatriados a partir do posto fronteiriço de Malanje, no município de Marimba, com a República Democrática do Congo.

“Temos estado a repatriar através do posto de fronteira do Tembo – Aluma à ordem de a cada duas semanas, entre 20 e 30 cidadãos congoleses, aliás, fazemo-lo apenas com cidadãos congoleses porque temos uma fronteira comum com a RDC de 147 quilómetros ali na zona do rio Cuango”.

“O número tem crescido consideravelmente porque as nossas fronteiras são vulneráveis, nos últimos tempos tem crescido exponencialmente o número de cidadãos que nós detemos, fundamentalmente nos postos de Xandel e da Quizenga. Na semana passada foram 13, dos quais seis do sexo feminino e seis do sexo masculino, mais uma criança”, garantiu.

Aristides Costa que considerou a região de Malanje como ponto de trânsito em direcção a capital angolana, Luanda, disse que possui poucas viaturas para o transporte de emigrantes.

O número de cidadãos estrangeiros apreendidos na região por entrada sem autorização das autoridades migratórias de Angola desde o princípio deste ano “andamos aí a ordem de pelo menos mais de 60 cidadãos”, em relação ao ano anterior, disse “as cifras vão passar se calhar, diria que andamos aí a volta de 300 e tal”, esclareceu.

Vinte e seis ilegais estão neste momento detidos na cadeia da Comarca de Malanje, onde aguardam por repatriamento por falta de um espaço próprio e sem condições para aquelas pessoas que por quaisquer razões abandonaram os respectivos países.

O director dos SME, Aristides Costa afirmou que neste momento com a realização de operações nas províncias das Lundas, o número de estrangeiros que pretendem chegar a Luanda cresce e com proeminência os oeste-africanos.

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