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Bissau: Chefe militar deseja saída dos angolanos


Luanda mantém estacionado em Bissau um numero considerável de homens. Indjai não gosta

A actualidade guineense está a ser dominada hoje pela presença no país do Ministro da Defesa de Angola, na qualidade do emissário do Presidente Angolano, José Eduardo dos Santos, junto as autoridades nacionais. No fundo da questão, figura a pressão do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Tenente General António Indjai, em ver fora do país a Missão angolana de apoio ao processo da reforma nos sectores da Defesa e Segurança, abrigo ao qual, Luanda mantém estacionado em Bissau um numero considerável de seus homens.

Sobre o assunto, se foi ou não a tónica da reunião, que durou mais de duas horas com as chefias militares e a Primeira-Ministra em exercício, Maria Adianto Djalo Nandinga, o enviado especial de Eduardo dos Santos não avançou com os pormenores, afirmando apenas que sempre que veio a Bissau mantém encontros com os militares, portanto deixando entender que não foi um encontro fora de normal. E, por sua vez, o Chefe de Estado-maior da Guiné-Bissau, António Indjai, a saída desta reunião, não disse uma palavra aos jornalistas.

Da mensagem do Presidente Angolano, entregue ao Chefe de Estado guineense interino, Raimundo Pereira, não se pode adiantar nada, mas perspectiva-se que o actual momento que se vive no país tenha sido o conteúdo da missiva.

Entretanto, uma nota a ressalvar, é que numa iniciativa que se pode considerar espontânea, um grupo de cidadãos guineenses foi a Presidência da Republica, enquanto Vandunen estava na audiência com Raimundo Pereira, empunhando dísticos onde se podia ler entre outras palavras: o povo da Guiné-Bissau apoia a presença da Missang no país, o povo da Guiné-Bissau vê com muita esperança a vinda da Missang no pais, fim de citação.

Isto no dia em que a Comissão Nacional de Eleições procedeu o sorteio de posicionamento de candidatos no boletim de voto, com vista a segunda volta do escrutínio marcado para o dia 22 deste mês. Uma cerimónia que contou com ausência do mandatário do candidato Koumba Yala, um sinal claro deste em mater a sua posição de não participar na segunda volta das eleições presidenciais antecipadas.

Ainda sobre o polémico processo eleitoral, os cinco candidatos contestatários promovem esta tarde uma conferência de imprensa conjunta na residência privada de Koumba Yala, onde uma vez mais vai falar a respeito desta situação.

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