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Bloco Democrático anuncia manifestação

  • António Capalandanda

Justino Pinto de Andrade (centro) Bloco Democratico

Justino Pinto de Andrade (centro) Bloco Democratico

Os protestos surgem devido à incapacidade do Movimento Popular para a Libertação de Angola conduzir a transição do regime de partido único para democracia

Marcha de protesto

Marcha de protesto

O Bloco Democrático (BD), anunciou uma marcha de protesto, em Benguela, para reivindicar a democratização do país.

O secretario provincial do Bloco Democrático, Francisco Viena disse que, a manifestação deverá ocorrer depois do dia 28 de Maio do corrente.

Os protestos, segundo o dirigente partidário, surgem devido à incapacidade do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, conduzir a transição do regime de partido único para democracia.

“A transição da ditadura para a democracia é uma autêntica farsa, com demonstrações claras decorrentes da partidarização das instituições publica,

da perseguição dos funcionários, dos empregados, dos jornalistas, seguidos de prisões arbitrarias como por exemplo do jornalista Armando Chicoca na província do Namibe e da perseguição dos empresários que não se revêem no projecto politico do MPLA.”

Essas praticas, acrescentou o político, não permitem que o MPLA, enquanto partido no poder, congregue todos angolanos como membros de um Estado independentemente das suas diferenças politicas.

“ Por isso é que necessário que cada angolano de corpo aberto despido das suas cores partidárias assuma as suas responsabilidades de acordo com as leis da Republica, propiciando o surgimento na liderança do país de forças democráticas capazes de assumir todos os angolanos, independentemente da sua filiação partidária.”

Recorde-se que, durante a década de 1992-2002, das primeiras eleições multipartidárias à assinatura do memorando do Luena que finalmente colocou fim ao conflito armado, o processo de transição para o multipartidarismo iniciado em 1992, foi de certa forma suspenso mantido refém da guerra.

Varias restrições a um efectivo funcionamento de um sistema multipartidário permaneceram ao longo dos anos 90, especialmente ao nível dos direitos civis e políticos.

Após o cessar-fogo negociado no Luena em Abril de 2002 e a retomada do protocolo de Lusaka, muitos esperavam uma rápida abertura do espaço de actuação para a oposição político-partidária, tendo por base a experiência do que ocorreu no período que mediou os acordos de Bicesse de 1991 e as eleições de 1992, e também durante a primeira fase do protocolo de Lusaka entre 1994 a 1998.

Por essa altura, sobre forte pressão internacional e doméstica, o MPLA fez varias concessões. Um crescente número de autorizações foi feito para os partidos da oposição. Embora estejam registados em Angola cerca de 125 partidos políticos, são menos de um quarto, aqueles que estão operacionais.

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