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NATO assume o comando das operações na Líbia


Secretario-geral na NATO Anders Fogh Rasmussen

Secretario-geral na NATO Anders Fogh Rasmussen

Agentes da CIA despachados para Líbia a fim de recolherem informações sobre os rebeldes e os meios militares

A NATO assumiu hoje o comando de todas as operações aéreas na Líbia.

A Aliança Atlântica substitui assim aos Estados Unidos que liderou as forças internacionais desde o início das operações a 19 de Março.

O secretário-geral da NATO Anders Fogh asmussen disse que a transferência dos poderes foi concluída ao longo do dia de hoje. A operação da NATO intitulada “Protector Unido” visa aplicar a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que criou uma exclusão aérea, e embargos de armas e de ataques aéreos, com vista a proteger os civis.

“O objectivo de um embargo de armas é travar o envio de armas para a Líbia. E a NATO irá aplicar cabalmente esta parte da resolução do Conselho de Segurança da ONU, e estamos aqui para proteger o povo líbio, e não para armar as pessoas", declarou Rasmussen

Entretanto os jornais americanos indicaram que a CIA enviou equipas de operacionais para a Líbia com vista a recolha de informações e estabelecer contactos com as forças anti-Kadhafi. As notícias citam responsáveis americanos afirmando que agentes da CIA estão a tentar identificar as forças rebeldes e quais as suas capacidades, antes dos países aliados fornecerem ajuda militar.

A Casa Branca contudo fez saber que os Estados Unidos ainda não decidiu se deverá ou não disponibilizar ajuda militar as forças rebeldes anti-Kadhafi.

Hoje o ministro dos negócios estrangeiros britânico ao reagir a deserção do ministro líbio dos negócios estrangeiros, disse que a resignação do chefe da diplomacia líbia Moussa Koussa, mostra que o governo do Cornel Kadhafi está fragmentado e sob pressão.

William Hague adiantou que o governo britânico não ofereceu imunidade diplomática ao dirigente líbio que chegou ontem a Londres. Moussa Koussa viajou da Tunísia para Londres onde disse a responsáveis britânicos que se tinha demitido do governo de Kadhafi.

Responsáveis americanos consideraram por sua vez a resignação de Moussa Koussa como “muito importante” e um exemplo do acentuar de divisões dentro do governo líbio. Koussa tem sido um homem de confiança do Coronel Kadhafi e foi durante mais de uma década, chefe de serviços secretos da Líbia.

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