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Mali: Junta Militar entre a espada e a parede

  • Nancy Palus

do regresso de combatentes tuaregues fortemente armados da Líbia onde integravam as forças de segurança do Coronel Kadhafi

CEDEAO "nega legitimidade" à Junta, impõe sanções aos seus membros e exige retorno á normalidade democrática".

Mali: Junta militar sob pressão

No Mali, testemunhas confirmaram a conquista pelos rebeldes Tuaregues de uma estratégica cidade no norte do país.

O controlo pela rebelião da cidade de Kidal, acontece dia depois da CEDEAO ter dado um ultimato de 72 horas a Junta militar no poder com vista a repor a ordem constitucional.

Informações provenientes do norte do Mali indicam que os rebeldes entraram na cidade de Kidal hoje Sexta-feira no seguimento de uma ofensiva lançada no dia anterior.

Nesse avanço as forças do MNLA segundo as fontes na região, estão a ser apoiadas por um grupo islâmico denominado de Ansar Edine.

Na capital Bamako, o líder da Junta Militar, o capitão Amadou Sanogo disse a jornalista que a situação é crítica e que o país precisa de ajuda externa para travar o avanço dos rebeldes e proteger a integridade territorial.

O anúncio do avanço das forças rebeldes é mais um duro golpe aos militares que receberam um inesperado ultimato da CEDEAO para no prazo de 72 horas apresentarem um plano de retorno a ordem constitucional.

Esta pressão vem na sequência do abandono ontem de um anunciado encontro entre seis Chefe de Estados dos países da CEDEAO com o líder da junta militar em Bamako. A delegação presidencial abortou a reunião ao ser recebida no aeroporto da capital maliana por um grupo de manifestantes a favor do golpe militar.

Numa mini-cimeira realizada logo a seguir em Abidjan os seis presidentess voltaram a negar toda a legitimidade do Comité Nacional de Restabelecimento para a Democracia e as Restauração do Estado - CNRDRE.

O comunicado de 7 pontos chamou ainda a responsabilidade do CNRDRE a assegurar a segurança e protecção do presidente deposto Amadou Toumani Touré, a libertar todos os presos políticos.

Os seis chefes de Estados da CEDEAO voltaram a reafirmar a suspensão imediata do Mali de todos os orgãos de decisão da organização, assim como colocar em estado de alerta a força de intervenção da Africa do Oeste para toda e qualquer eventualidade.

Um alto funcionário da organização regional, Remi Ajebewa deixou a entender contudo que poderá até ser aceite a não reinvestidura do presidente Amadou Toumani Touré.

Nós queremos que a Junta Militar entenda que eles não podem assumir o poder pela via inconstitucional. E como tal, devem renunciar ou passa-lo a alguém credível, e de seguida apresentar-nos um roteiro de acções que vão levar a cabo.”

Remi Ajebewa é chefe dos assuntos políticos e internacionais da CEDEAO.

Importa referir que os Chefe de Estados dessa organização reunidos em Abidjan decidiram tomar uma medida radical, que prevê embargos diplomático e financeiro contra o Mali, a menos que seja garantido o retorno a ordem constitucional, o mais tardar até a próxima Segunda-feira.

A CEDEAO tinha previsto um compromisso que passaria pela nomeação do presidente da deposta Assembleia Nacional do Mali, Dioncounda Traoré para dirigir o processo de transição política.

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